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Economia

Sigilo é retirado de 53 conjuntos de documentos do caso Banco Master

André Mendonça libera investigação sobre pedido de R$ 134 milhões ligado a filme sobre Jair Bolsonaro após críticas no STF e na PGR.

Sigilo é retirado de 53 conjuntos de documentos do caso Banco Master

A decisão de André Mendonça tornou públicos 53 conjuntos de documentos relacionados ao caso Banco Master. O ministro do Supremo Tribunal Federal retirou o sigilo de 18 processos ligados ao esquema investigado e de outros 20 processos e procedimentos.

Entre os documentos está a apuração sobre um pedido de R$ 134 milhões feito pelo senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. A investigação busca esclarecer se o dinheiro seria destinado ao financiamento de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, chamado Dark Horse.

Investigação e críticas no STF

A apuração contra Flávio Bolsonaro foi autorizada em julho pelo próprio Mendonça, depois de uma solicitação da Polícia Federal. Desde então, nenhuma operação foi realizada nesse procedimento.

O episódio envolvendo o senador e o filme havia ficado fora da primeira parte das investigações cujo sigilo foi retirado. A decisão provocou críticas do presidente do STF, Edson Fachin, dos ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin e da Procuradoria-Geral da República. Mendonça havia declarado que tudo o que era relevante estava acessível, mas depois ampliou a divulgação.

As investigações também mencionam Ciro Nogueira, Cláudio Castro, Jaques Wagner e o publicitário e lobista Thiago Miranda. Os três primeiros são, respectivamente, senador, ex-governador do Rio de Janeiro e senador.

Moraes afirmou que 180 documentos e arquivos digitais não foram incluídos no material liberado aos ministros. Ele acusou Mendonça de fazer uma seleção direcionada para proteger um grupo político. “Não cabe ao ministro relator escolher quais os documentos acessíveis ao Colegiado para realizar seu julgamento”, disse.

Pedidos antes do julgamento

Zanin pediu a Fachin acesso ao conteúdo completo do celular de Vorcaro. O ministro argumentou que as informações seriam necessárias para sua preparação para a sessão de julgamento da próxima terça-feira (15), quando a corte analisará um relatório da Polícia Federal sobre trocas de mensagens entre Vorcaro e Moraes.

Também nesta sexta-feira (11), Gilmar Mendes enviou ofício a Fachin solicitando o adiamento da sessão. O julgamento deve decidir se Alexandre de Moraes será investigado por suposta relação com Vorcaro.

Mendes pediu ainda que o caso envolvendo André Mendonça, acusado de irregularidades por Moraes e que se encontrou com Vorcaro fora da agenda do STF, seja analisado junto com o processo relativo a Moraes. No documento, afirmou ter dúvidas sobre as condições atuais para o julgamento do caso registrado como Pet 16.662.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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