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Economia

SVN compra Expertise e eleva patrimônio sob custódia para R$ 37 bilhões

Aquisição amplia a atuação da assessoria ligada à XP para Porto Velho e reforça a operação em Campo Grande.

SVN compra Expertise e eleva patrimônio sob custódia para R$ 37 bilhões

A SVN comprou a Expertise, assessoria de investimentos ligada à XP, em uma operação que combinou pagamento em dinheiro e troca de ações. Com R$ 900 milhões sob custódia, a Expertise atua em Rondônia e Mato Grosso do Sul. O negócio leva a SVN a Porto Velho, onde ainda não tinha filial, reforça sua presença em Campo Grande e eleva para R$ 37 bilhões o patrimônio sob custódia.

O tíquete médio dos clientes das duas empresas fica próximo de R$ 750 mil. A aquisição é a segunda realizada pela SVN neste ano. Antes, a empresa havia comprado a Longeva, escritório localizado em São Paulo, com R$ 500 milhões em ativos. Somadas, as duas transações acrescentaram R$ 1,4 bilhão à custódia da SVN.

Expansão por aquisições

A SVN pretende incorporar aproximadamente R$ 2 bilhões por ano por meio de aquisições, mas afirma que não busca ampliar o número de operações sem critérios. “Somos muito criteriosos”, disse Felipe Bernardes, sócio-fundador da empresa.

Fundada em 2007 em Maringá, no Paraná, a SVN começou sua expansão pelo interior do estado, com operações em Londrina, Cascavel, Toledo e Foz do Iguaçu, além de Curitiba. Atualmente, também está presente em São Paulo, Salvador, Aracaju, Campo Grande, Cuiabá e Porto Velho.

A estratégia declarada pela empresa é crescer a partir da própria estrutura, promovendo profissionais que já trabalham na companhia para assumir novas operações e, depois, formar equipes locais. Em Campo Grande, a SVN já tinha uma operação de cinco anos antes da compra da Expertise. A empresa adquirida mantinha cerca de R$ 500 milhões sob custódia na capital de Mato Grosso do Sul e R$ 400 milhões em Porto Velho.

Com a transação, a SVN passa a ser o maior escritório em ativos sob custódia de Campo Grande. Antes da aquisição, a empresa já mantinha aproximadamente R$ 1 bilhão em custódia na cidade. Para Carlos Felix, sócio-fundador da Expertise, o negócio consolida a atuação local e abre uma nova praça em Rondônia.

Os próximos alvos avaliados pela SVN estão principalmente no interior da Bahia. A empresa também considera novas consolidações no Nordeste. Entre os quatro sócios, dois ficam em Maringá e dois em Salvador.

Meta para 2030

A SVN estabeleceu como objetivo alcançar R$ 100 bilhões em ativos sob custódia até 2030, combinando crescimento orgânico e aquisições. Para isso, estima precisar de expansão composta de aproximadamente 22% ao ano. Caso as compras acrescentem R$ 10 bilhões no intervalo de cinco anos, a maior parte do avanço terá de vir da captação e da valorização das carteiras.

Segundo Bernardes, a meta dependerá do aumento da equipe, de 400 para 1 mil assessores, da melhora de desempenho dos profissionais, da valorização das carteiras e das aquisições.

No primeiro trimestre de 2026, a consultoria AAWZ identificou 12 assessorias com metas públicas de expansão. Juntas, essas empresas reuniam R$ 385 bilhões sob custódia e anunciavam objetivos que somavam R$ 1,235 trilhão. Com hipóteses de captação líquida mensal de 0,3% da custódia e valorização anual dos investimentos de 10%, a consultoria estimou que as operações chegariam a R$ 656 bilhões nos prazos anunciados. Para cumprir as metas, ainda seriam necessários R$ 579 bilhões em aquisições.

Na avaliação da AAWZ, apenas três ou quatro das 12 empresas teriam, ao mesmo tempo, crescimento orgânico, capacidade de aquisição e acesso a capital suficientes para alcançar os objetivos no prazo informado.

Diversificação de negócios

Os investimentos ainda representam 55% da receita da SVN, enquanto os demais negócios respondem por 45%. O grupo também atua em câmbio, crédito, mercado de capitais, gestão de recursos e wealth management. A diversificação inclui uma estrutura de RIA nos Estados Unidos para atender clientes interessados em investir parte do patrimônio no exterior.

Ricardo Ribeiro, sócio da SVN em Salvador, avalia que o segmento de investimentos pode entrar em um novo ciclo de crescimento para a empresa conforme o resultado das eleições presidenciais em 2026. A projeção apresentada considera a possibilidade de vitória de Flávio Bolsonaro, do PL, sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT.

No domingo, 4 de outubro, Flávio terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Na segunda-feira, 5 de outubro, a bolsa subiu 7,7% e atingiu nova máxima de 206.912 pontos.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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