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Justiça

Márcio Chaer morre aos 71 anos e recebe homenagens do Judiciário

Fundador do Consultor Jurídico, jornalista foi lembrado por ministros e representantes de instituições jurídicas por sua atuação no jornalismo especializado.

Márcio Chaer morre aos 71 anos e recebe homenagens do Judiciário

O jornalista Márcio Chaer morreu neste sábado, 3, aos 71 anos. Fundador e diretor do Consultor Jurídico (ConJur), ele foi homenageado por integrantes do Judiciário e de instituições jurídicas, que destacaram sua atuação na cobertura dos tribunais e sua contribuição para o jornalismo jurídico brasileiro.

Segundo as informações divulgadas, Chaer sofreu um infarto enquanto perseguia um ladrão nas proximidades da estação Armênia do Metrô, em São Paulo.

Chaer criou o ConJur há quase 30 anos e permaneceu à frente da publicação dedicada ao Poder Judiciário, à advocacia e a temas relacionados ao Direito. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou que o jornalista deixou um legado ao jornalismo especializado e ressaltou seu papel na aproximação entre o Direito e a sociedade.

Em nota, Fachin também mencionou o Anuário da Justiça, iniciativa lançada na sede do STF e produzida desde 2007. A publicação registra o trabalho da Justiça no ano anterior, com destaque para a atuação de ministros e ministras e para decisões dos tribunais superiores.

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Luís Felipe Salomão, afirmou que o ConJur foi conduzido por Chaer de maneira competente e pioneira durante quase três décadas. O STJ e o Conselho da Justiça Federal manifestaram pesar pela morte do jornalista.

Para o ministro Gilmar Mendes, do STF, Chaer foi um dos pioneiros do jornalismo especializado em assuntos jurídicos no país. Mendes lembrou que o primeiro texto do ConJur foi publicado em 25 de julho de 1997, quando, segundo ele, decisões dos tribunais ainda chegavam pouco ao público. Também destacou a criação do Anuário da Justiça, em 2007, e a publicação de textos de autores estrangeiros.

Mendes citou ainda a cobertura da Lava Jato e o espaço dado pelo ConJur a críticas sobre abusos e violações de direitos fundamentais. Em sua avaliação, o jornalista defendia as instituições, a difusão do conhecimento e o Estado de Direito.

Alexandre de Moraes afirmou que Chaer representava um jornalismo baseado em inteligência, seriedade, competência e independência. Dias Toffoli o descreveu como defensor da democracia e das liberdades constitucionais da comunicação, além de destacar sua trajetória nos principais órgãos jornalísticos brasileiros dos anos 1970-1980.

O ministro Cristiano Zanin disse que a história de Chaer está ligada à do Judiciário brasileiro. Segundo ele, o ConJur se tornou referência para informações sobre tribunais e advocacia no país. “Seu legado permanecerá vivo”, afirmou.

Também manifestaram pesar Jorge Messias, da Advocacia-Geral da União (AGU); o professor Olavo Augusto Vianna Alves Ferreira; Bruno Dantas, ex-ministro do Tribunal de Contas da União (TCU); e Felipe Santa Cruz, ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Santa Cruz informou que a morte ocorreu em São Paulo e lembrou que Chaer publicou seu primeiro perfil quando, aos 38 anos, ele decidiu concorrer à presidência da OAB/RJ.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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