O Ministério Público Eleitoral em Alagoas encaminhou à Polícia Federal um vídeo publicado por Rico Melquíades para investigar se houve coação eleitoral. A gravação mostra o influenciador questionando funcionárias sobre suas preferências políticas e anunciando a demissão de uma delas após associá-la ao PT.
A apuração considera o art. 301 do Código Eleitoral, que define como crime o uso de violência ou grave ameaça para obrigar alguém a votar ou deixar de votar em determinado candidato ou partido.
O que aparece na gravação
No início do vídeo, Rico pergunta às trabalhadoras quem paga seus salários. Depois de ouvir que seria ele, declara que não quer petistas trabalhando no local. Em seguida, passa a perguntar sobre as posições políticas das funcionárias.
Uma delas afirma que já apoiou o PT, mas que não apoia mais. Na conversa com outra trabalhadora, o influenciador a relaciona ao partido e diz que ela está demitida.
Análise do Ministério Público
O MPE afirma que a condição de empregador e o poder econômico não podem ser usados para pressionar a escolha eleitoral dos trabalhadores. Para o órgão, mesmo uma eventual justificativa de que a gravação seria uma brincadeira não impede a investigação.
Além do envio do caso à PF, o Ministério Público informou que pretende recorrer à Justiça Eleitoral em busca de medidas para evitar a repetição de condutas semelhantes. O órgão também ressaltou que o voto é secreto e que empregados não são obrigados a revelar ao empregador o candidato ou partido em que pretendem votar ou que apoiam.



