RIO DE JANEIRO — A Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro ingressou com uma ação civil pública para exigir que a Caixa Econômica Federal mantenha o funcionamento mínimo de 30% durante a greve dos bancários. A entidade também pediu uma liminar contra as organizações responsáveis pela paralisação.
A medida foi tomada depois de a seccional verificar que unidades anunciadas como abertas não funcionaram. No dia 14/9, a OAB/RJ havia recebido a promessa de que alguns estabelecimentos permaneceriam em atendimento. Em nova checagem realizada na terça-feira, dia 15/9, constatou que os locais que haviam operado no dia anterior estavam fechados.
A entidade afirmou que o descumprimento ocorria especialmente em unidades do interior do Estado. O objetivo da ação é preservar o atendimento da Caixa tanto para a advocacia quanto para a população que depende dos serviços bancários. Entre as atividades consideradas essenciais pela OAB/RJ está a liberação de valores judiciais.
A presidente da seccional, Ana Tereza Basilio, disse que a iniciativa não questiona as reivindicações dos bancários. “Não só a advocacia, mas a sociedade também precisa deste serviço”, afirmou.
Cobrança em Araruama
A subseção da OAB em Araruama também enviou um ofício à Caixa para solicitar o cumprimento efetivo do percentual de 30% de funcionamento e atendimento ao público durante a greve.
No documento, a entidade destacou a função social do banco e a relevância dos serviços para idosos, pessoas com deficiência, beneficiários de programas sociais e outros cidadãos em situação de vulnerabilidade.



