A notícia e o que está por trás
Justiça

Decisões individuais sobre Nossa Senhora Aparecida geram cobrança por julgamento no STF

Advogado José Carlos Portella Jr. afirma que uma decisão do plenário daria mais segurança jurídica ao caso envolvendo as postagens.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino derrubou, nesta segunda-feira (28), a decisão de André Mendonça que havia determinado a remoção de conteúdos sobre um suposto movimento da direita para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de “padroeira do Brasil”. Com a decisão, as postagens sobre o tema foram restabelecidas.

A determinação de Dino é liminar e inclui o pedido para que o assunto seja analisado pelo plenário do STF. O advogado criminalista José Carlos Portella Jr. avaliou que as duas decisões monocráticas expõem um problema institucional da Corte: a dificuldade de identificar qual é a posição conjunta do tribunal sobre temas de impacto nacional.

“O STF se transformou em um tribunal em que cada vez mais se aprofundou a lógica dessa decisão individual”, afirmou Portella Jr. Para ele, a concentração de decisões em ministros individualmente pode dificultar a compreensão sobre o entendimento do Supremo e influenciar decisões do país.

Disputa eleitoral e segurança jurídica

O advogado relacionou o episódio a um cenário eleitoral polarizado, marcado, segundo sua avaliação, por disputa acirrada, ameaças de interferência externa dos Estados Unidos e atuação direta das big techs. Ele considerou correta a decisão de Dino, mas disse que a existência de decisões divergentes dentro da Suprema Corte pode produzir insegurança jurídica e favorecer a extrema direita.

Na avaliação de Portella Jr., a análise do tema pelo plenário ajudaria a fortalecer a autoridade do STF. Ele afirmou que há uma necessidade de estabelecer uma posição institucional, e não decisões individuais de ministros, especialmente diante do que classificou como uma tentativa de desestabilizar o processo eleitoral.

O advogado também mencionou o presidente da Justiça Eleitoral, Kassio Nunes Marques, e Daniel Vorcaro ao tratar do contexto político e institucional em que o caso ocorre. A campanha de Flávio Bolsonaro, do PL, havia pedido a remoção dos conteúdos que deram origem à decisão de André Mendonça.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.