O Supremo Tribunal Federal terá um esquema especial de segurança para a sessão extraordinária desta terça-feira, 15, dedicada ao julgamento da Pet 16.662, relacionada aos desdobramentos do caso Banco Master. A sessão começa às 10h e será acompanhada presencialmente apenas por pessoas credenciadas e com presença confirmada pelo Cerimonial, devido à capacidade limitada do plenário.
O acesso da imprensa será liberado a partir das 7h. O acompanhamento ocorrerá na marquise do edifício-sede, com telões, cadeiras e mesas instalados para a ocasião. Jornalistas setoristas já cadastrados no Supremo poderão usar o Comitê de Imprensa, desde que apresentem o crachá.
Regras para o plenário
As pessoas autorizadas a entrar no plenário passarão por inspeção com detectores de metais e equipamentos de raio X. Os celulares serão colocados em sacolas de segurança lacradas na entrada e deverão permanecer desligados durante todo o julgamento. O Supremo informou que quem romper o lacre dentro do plenário poderá ser retirado do local.
Também não será permitido levar ou consumir alimentos e bebidas no ambiente. O público deverá permanecer em silêncio e não poderá fazer manifestações durante a sessão.
O planejamento inclui a polícia judicial do STF, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, o Comando Militar do Planalto, as Forças Armadas, o GSI e a Abin. As medidas envolvem compartilhamento de informações de inteligência, avaliação de riscos, definição de efetivos e áreas de responsabilidade, além de revistas e bloqueios.
A operação prevê ainda restrições ao espaço aéreo e monitoramento de drones. Na Esplanada dos Ministérios, haverá bloqueio na altura das bandeiras.
Convocada pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, a sessão tratará da Pet 16.662. O processo está ligado à crise recente no Supremo em torno dos desdobramentos das investigações do caso Banco Master, de relatórios produzidos pela Polícia Federal e de decisões que colocaram os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça em lados opostos.



