Groenlândia e Dinamarca afirmaram neste sábado (19) que um acordo negociado com os Estados Unidos não comprometerá a soberania da ilha ártica. A declaração ocorreu depois de Donald Trump dizer que o entendimento garantiria a Washington “controle permanente” sobre a segurança do território.
Os três governos anunciaram na noite de sexta-feira que chegaram a um acordo para ampliar de forma significativa a presença militar norte-americana na Groenlândia. O entendimento também prevê que adversários dos Estados Unidos sejam impedidos de construir bases próprias na ilha.
Os principais detalhes ainda não foram divulgados. Entre os pontos sem definição estão o tamanho da presença militar dos Estados Unidos e a possibilidade de transferência a Washington de algum poder formal sobre a política externa e os recursos da Groenlândia, território autônomo do Reino da Dinamarca.
Próximos passos
Dinamarca e Groenlândia afirmaram esperar que o acordo encerre meses de incerteza provocados pelas ameaças de Trump de assumir o controle da ilha. A assinatura está prevista para ocorrer durante a Assembleia Geral da ONU na próxima semana.
O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, disse que o período seguinte pode representar uma mudança para os envolvidos. “Esperamos que este período de incerteza dê lugar a um acordo vinculativo”, afirmou em comunicado publicado no Facebook.
Segundo Rasmussen, o entendimento deverá reforçar a segurança no Ártico e no Atlântico Norte, além da segurança compartilhada dentro da Otan e da Europa, sem ultrapassar os limites considerados inegociáveis pelo Reino da Dinamarca.


