A Converse retirou de suas redes sociais uma fotografia da campanha do Chuck 70 X depois que usuários apontaram uma possível associação com a simbologia da Ku Klux Klan (KKK), organização supremacista branca. A marca pediu desculpas e reconheceu que a imagem era profundamente perturbadora.
Na fotografia, a cantora sul-coreana Karina, integrante do grupo Aespa, aparece com uma saia branca e segurando um par de tênis pretos. Nas redes sociais, usuários disseram que o formato da peça de roupa lembrava o capuz pontudo associado à KKK. Também houve comparações entre a posição de um dos tênis e representações de vítimas de linchamento. A iluminação da cena produz uma sombra triangular sobre a roupa.
A Ku Klux Klan surgiu nos Estados Unidos no século 19 e ficou conhecida por defender a supremacia branca e promover atos de violência e intimidação, sobretudo contra pessoas negras e outros grupos minoritários.
Em comunicado, a Converse informou que removeu a fotografia de seus canais e que trabalhava para retirá-la de outros locais onde ainda estivesse disponível. “Isso não deveria ter acontecido e faremos melhor”, afirmou a empresa. A marca também declarou: “Sentimos muito. Entendemos por que essa imagem é profundamente perturbadora e reconhecemos que erramos”.
A fotografia integrava a divulgação do Chuck 70 X, novo modelo da marca que tem Karina como rosto da campanha. A cantora continua apresentada como embaixadora associada ao produto nos canais oficiais da Converse.
Controlada pela Nike desde 2003, a Converse ficou mundialmente conhecida por modelos como o Chuck Taylor All Star.


