O opositor israelense Yair Golan apresentou uma denúncia contra Sara Netanyahu, esposa do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, por divulgar a tese de que ele sabia que o Hamas preparava o ataque de 7 de outubro de 2023.
A queixa foi anunciada nesta quinta-feira (10), em meio à campanha para as eleições legislativas de 27 de outubro. O período é marcado pela divisão política e pelo trauma provocado pelo massacre, descrito como o pior ocorrido em solo israelense.
Declarações e denúncia
Em uma entrevista na televisão no fim de agosto, Sara Netanyahu afirmou que Golan, ex-general e líder do partido de esquerda Os Democratas, já estava “vestido e preparado” na manhã de 7 de outubro de 2023. Segundo ela, outros não tinham conhecimento do plano, incluindo o primeiro-ministro.
As declarações geraram forte reação. Muitos israelenses elogiaram Golan por ter participado espontaneamente da resposta aos milicianos usando sua arma pessoal naquele dia.
Na denúncia, apresentada por difamação e incitação à violência, Golan contesta teorias que, segundo ele, procuram atingir sua dignidade e sua reputação. O pedido inclui indenização de até 2,5 milhões de shekels, valor equivalente a cerca de 820.000 dólares ou 4,2 milhões de reais na cotação atual.



