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Houthis tomam Mokha e elevam tensão sobre rotas de petróleo

A captura do porto iemenita provocou ataques sauditas e pressionou o preço do petróleo, enquanto o tráfego marítimo diminui na região.

Houthis tomam Mokha e elevam tensão sobre rotas de petróleo

Os rebeldes houthis tomaram nesta quinta-feira (10) o porto de Mokha, também chamado Mocha, que estava sob controle do governo do Iêmen. A ação amplia a guerra civil iniciada em 2014 e foi seguida por ataques aéreos da Arábia Saudita na província de Taiz, onde fica o porto.

Riad apoia o governo iemenita no conflito, que permanecia congelado desde 2022. A retomada dos combates elevou a tensão em torno das rotas marítimas e teve efeito imediato sobre o petróleo: o barril Brent, referência para contratos futuros, subiu mais de 4% e ultrapassou US$ 105.

Rotas marítimas sob pressão

Mokha é considerada estratégica para a ampliação do controle sobre o tráfego no estreito de Bab el-Mandeb, localizado ao sul do porto. Desde julho, os houthis também tentam impor um embargo ao porto saudita de Yanbu, no mar Vermelho.

Yanbu vinha sendo usado para escoar até 70% da produção de petróleo da Arábia Saudita, o segundo maior produtor mundial da commodity. A alternativa ganhou importância porque a passagem pelo estreito de Hormuz foi obstruída no contexto do conflito entre Estados Unidos e Irã.

O bloqueio houthi, porém, teve impacto menor que a disrupção provocada pelo Irã em Hormuz. O tráfego diário de navios no estreito caiu para 12 nesta quinta-feira, menos de 10% da média observada em dias movimentados antes da guerra. Em Bab el-Mandeb, passaram 27 navios, abaixo da média de 36 registrada em agosto e dos mais de 50 que circulavam antes da crise, segundo a consultoria Kpler.

O comando houthi afirmou que não ameaçará embarcações que não estejam indo ou voltando de portos sauditas no mar Vermelho. A posição atinge especialmente o tráfego comercial chinês com destino à Europa, que passa prioritariamente pela região.

Disputa regional

A escalada ocorre depois que forças governamentais apoiadas por Riad bloquearam, em julho, o espaço aéreo de Sanaa, capital controlada pelos rebeldes. A medida rompeu uma trégua informal vigente desde 2022. Na quarta-feira (9), os houthis atingiram cidades do sul saudita e provocaram o fechamento de aeroportos.

Apoiados pelo Irã, os rebeldes expulsaram o governo de Sanaa em 2014. Eles haviam participado da guerra iniciada por Donald Trump e Israel contra o Irã a partir do fim de março, atacando alvos em Israel, mas passaram a mirar a Arábia Saudita depois do bloqueio de junho.

O movimento possui mísseis e drones, mas a capacidade de suas forças terrestres é incerta. O bloqueio naval americano contra o Irã e as sanções secundárias impostas pelos Estados Unidos também colocam em dúvida a capacidade de Teerã de manter o apoio aos houthis.

A Arábia Saudita firmou recentemente um pacto militar com a Turquia e o Paquistão. Islamabad vinha atuando como mediador da crise, mas o país também tem capacidade de operação naval junto às costas do Iêmen e pode apoiar Riad diretamente.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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