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Irã promete respostas mais rápidas e intensas a ataques dos EUA

Mohammad Bagher Ghalibaf afirmou que Teerã abandonou a política de respostas proporcionais após novos confrontos no Estreito de Ormuz.

Irã promete respostas mais rápidas e intensas a ataques dos EUA

O principal negociador do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou neste domingo (6) que o país responderá de maneira mais rápida, intensa e dolorosa a novos ataques dos Estados Unidos. A declaração ocorreu depois de Teerã anunciar ações contra navios americanos, em represália aos bombardeios dos EUA contra três petroleiros iranianos.

“Os americanos devem ter compreendido que a era das respostas proporcionais terminou”, disse Ghalibaf em discurso transmitido pela imprensa estatal. O negociador acrescentou que qualquer ataque aos interesses e à segurança do Irã terá uma reação mais severa.

A escalada ocorre em meio a um impasse diplomático para encerrar o conflito no Oriente Médio, iniciado em 28 de fevereiro, após ataques israelenses e americanos contra o Irã. Depois de mais de um mês de relativa calma, os combates foram retomados em 30 de agosto, quando forças americanas bombardearam infraestruturas iranianas no Estreito de Ormuz.

Disputa no Estreito de Ormuz

A Guarda Revolucionária informou que atingiu um veículo militar americano de superfície não tripulado que tentava entrar em uma área protegida do estreito. Antes disso, havia anunciado ataques contra três petroleiros que, segundo Teerã, realizavam travessias não autorizadas, além de três embarcações americanas em outras áreas. A corporação também pediu que outros navios evitassem rotas não aprovadas pelo Irã.

No sábado, o comando militar dos Estados Unidos confirmou ter atacado três petroleiros iranianos. Uma das embarcações estava perto da ilha de Khark, onde fica o principal terminal petrolífero iraniano no Golfo. As outras estavam ao sul, nas proximidades do Estreito de Ormuz, e no Golfo de Omã. A televisão estatal iraniana informou que não houve vítimas e que as tripulações foram retiradas para terra firme.

O exército americano disse que iniciou os bombardeios depois de um porta-aviões e um destróier dos EUA evitarem múltiplos ataques iranianos. Brad Cooper, titular do Comando Central dos Estados Unidos para o Oriente Médio, afirmou que novos ataques provocariam uma reação maior.

O Irã mantém um bloqueio do Estreito de Ormuz, enquanto os Estados Unidos bloquearam os portos iranianos. Donald Trump declarou que prefere concentrar-se em uma “guerra econômica” e descreveu as operações como bombardeios pontuais, não como uma guerra.

Mortos no Líbano

O conflito deixou milhares de mortos, elevou os preços do petróleo e abriu frentes de combate em outras partes do Oriente Médio. No Líbano, ataques israelenses no domingo mataram quatro pessoas e feriram 20 no sul do país, segundo o Ministério da Saúde. O exército israelense disse ter respondido a dois drones lançados pelo Hezbollah.

No Iêmen, confrontos entre forças governamentais e rebeldes huthis, apoiados pelo Irã, deixaram quase 200 mortos desde a última quinta-feira.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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