O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que pretende questionar, durante seu discurso na Organização das Nações Unidas (ONU), a atuação dos países que ocupam assentos permanentes no Conselho de Segurança. A fala está prevista para a próxima terça-feira, 22, em Nova York, onde fica a sede da organização.
A declaração foi feita nesta quarta-feira, 16, em uma reunião com pastores evangélicos brasileiros e americanos. Lula disse que as nações mais poderosas se omitem quando deveriam tomar decisões para promover a paz global e antecipou que classificará como “covardes” os líderes dos cinco membros permanentes do órgão.
China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia são os países que integram permanentemente o Conselho de Segurança. O texto-fonte identifica como seus governantes Xi Jinping, Donald Trump, Emmanuel Macron, Andy Burnham e Vladimir Putin, respectivamente.
Agenda em Nova York
Lula deve desembarcar em Nova York no domingo, 20. Na programação da ONU, o presidente brasileiro será o primeiro a discursar. Donald Trump falará logo depois.
Ao explicar a crítica que pretende fazer, Lula afirmou que o Conselho de Segurança foi criado para promover paz e harmonia, não guerra. Para o presidente, a omissão diante de decisões necessárias significa que os países deixam de cumprir a razão de sua presença no órgão e não deveriam permanecer nele.



