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Amorim e Wang Yi defendem diálogo e rejeitam ingerência externa em Pequim

Reunião tratou da cooperação entre Brasil e China, de minerais críticos, terras raras e do desenvolvimento ético da inteligência artificial.

Amorim e Wang Yi defendem diálogo e rejeitam ingerência externa em Pequim

O assessor-chefe da Assessoria Especial do Presidente da República, Celso Amorim, e o chanceler chinês, Wang Yi, defenderam a paz, o diálogo e o fortalecimento do multilateralismo durante uma reunião nesta quarta-feira (16), na capital chinesa. Os dois também condenaram tentativas de ingerência em assuntos internos de outros países.

A viagem de Amorim teve como objetivo principal a entrega de uma carta de Lula ao presidente chinês, Xi Jinping. No documento, o presidente brasileiro reforçou a convergência entre os dois países e a importância estratégica da cooperação bilateral. O último contato entre Lula e Xi havia ocorrido em julho deste ano, por telefone. Na ocasião, Xi “rejeitou a interferência externa” no processo eleitoral brasileiro e afirmou estar pronto para apoiar o governo Lula.

Minerais críticos e inteligência artificial

Outro tema da conversa foi o desenvolvimento das capacidades produtivas e tecnológicas para agregar valor a minerais críticos e terras raras. Os dois países consideram esses recursos estratégicos para novas tecnologias, incluindo a inteligência artificial.

Amorim e Wang defenderam que a inteligência artificial seja desenvolvida com código aberto e de forma ética e inclusiva. O assunto também se relaciona à declaração do presidente brasileiro, em março deste ano, de que “o Brasil é a solução para que os EUA não dependam mais da China em terras raras e minerais críticos”.

A reunião ocorreu em meio a ações da política externa dos Estados Unidos sobre países latino-americanos após a atualização da Estratégia de Segurança Nacional dos EUA, em 2025. O texto cita, nesse contexto, o sequestro do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de Cília Flores; o questionamento à soberania peruana sobre seus portos; e o aprofundamento do bloqueio a Cuba.

Também foram mencionados o tarifaço sobre exportações brasileiras para os Estados Unidos, a inclusão de organizações criminosas na lista de organizações terroristas e a possibilidade de novas sanções estadunidenses contra ministros do Supremo Tribunal Federal, levantada após o Caso Master.

Amorim saudou ainda a declaração da Cúpula do Brics e desejou sucesso à presidência chinesa do grupo. A viagem à China termina na quinta-feira (17).

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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