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Noaa eleva a 97% chance de El Niño muito forte no fim de setembro

Agência prevê 93% de probabilidade de o Pacífico equatorial permanecer em nível muito alto até janeiro e 75% de um evento histórico.

Noaa eleva a 97% chance de El Niño muito forte no fim de setembro

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (Noaa) elevou para 97% a probabilidade de o El Niño atingir intensidade muito forte a partir do início da primavera, no final de setembro. A atualização foi divulgada nesta quinta-feira (10).

A agência também estima em 93% a chance de a temperatura do oceano Pacífico equatorial permanecer em nível muito alto até janeiro, condição associada ao chamado Super El Niño. Na previsão anterior, divulgada no mês passado, a probabilidade de um El Niño muito forte a partir de setembro era de 93%.

Intensificação prevista até o fim do ano

A Noaa afirma que o fenômeno deve continuar ganhando força até o encerramento do ano. Para o trimestre de outubro a dezembro de 2026, a agência calcula 75% de probabilidade de um evento histórico, com intensidade superior à dos episódios registrados desde 1950.

A ocorrência de um El Niño dessa magnitude aumenta a possibilidade de impactos associados ao fenômeno, mas a agência ressalta que não há garantia de que esses eventos climáticos acontecerão nem de que suas consequências serão mais graves que o normal.

O fenômeno começou em junho e é caracterizado pelo aquecimento acima da média das águas superficiais do Pacífico leste, na região da linha do Equador. Na La Niña, ocorre o processo oposto, com temperaturas abaixo do normal nessa área.

O El Niño é considerado fraco quando a anomalia fica entre 0,5°C e 1°C. A classificação é moderada entre 1°C e 1,5°C; forte, entre 1,5°C e 2°C; e muito forte quando o aquecimento supera 2°C. Atualmente, a região Niño-3.4, principal área usada para medir o fenômeno, está 1,8°C acima da média e se encontra na categoria forte.

Efeitos observados e duração

O aquecimento já está relacionado a alterações climáticas em diferentes regiões. Agosto empatou com julho de 2023 como o mês mais quente da história da humanidade, em um período marcado por ondas de calor e inundações.

A Indonésia enfrenta seca extrema, que favorece incêndios florestais e a formação de grandes nuvens de fumaça. No final de agosto, chuvas intensas atingiram 33 municípios do Rio Grande do Sul e causaram duas mortes. Em julho, tempestades no estado deslocaram milhares de pessoas no vale do Taquari, região atingida pela enchente de 2024.

O Canal do Panamá reduziu o fluxo de navios porque opera com água da chuva armazenada nos lagos artificiais de Gatun e Alhajuela, cujos níveis caíram durante a seca. Em setembro, houve ainda um trio considerado raro de furacões no oceano Pacífico: Marie, Karina e Lowell.

A água abaixo da superfície do Pacífico está mais de 10°C acima da média. Esse volume de água quente pode manter a superfície aquecida por mais tempo, prolongar o fenômeno e espalhar mais calor pelo planeta.

A Noaa prevê que o El Niño comece a perder força no início do outono. A probabilidade de a temperatura retornar ao patamar neutro no trimestre iniciado em abril de 2027 é de 55%.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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