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NOAA prevê pico excepcional do El Niño entre a primavera e o verão

Fenômeno tem mais de 90% de probabilidade de atingir intensidade muito forte e pode persistir até março a maio de 2027.

NOAA prevê pico excepcional do El Niño entre a primavera e o verão
Foto: Reprodução NOAA

O El Niño em formação no Oceano Pacífico continua ganhando força e tem mais de 90% de probabilidade de atingir intensidade muito forte entre a primavera e o início do verão de 2026/27, informou a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). A agência também estima em 75% a chance de o episódio superar a intensidade dos eventos registrados desde 1950.

O aquecimento avançou principalmente nas áreas central e leste do Pacífico equatorial. Na região Niño 3.4, uma das referências para o acompanhamento do fenômeno, a temperatura da superfície do mar ficou 2°C acima da média em setembro. Próximo à América do Sul, as anomalias alcançaram 2,8°C na região Niño 3 e 3,7°C na Niño 1+2.

O aumento da temperatura também é observado abaixo da superfície do oceano, onde há calor armazenado. Alterações nos ventos e na distribuição de nuvens e chuva sobre o Pacífico tropical indicam que a atmosfera também apresenta características associadas a um El Niño estabelecido.

Como a NOAA mede a intensidade

A anomalia semanal de 2°C na região Niño 3.4, isoladamente, ainda não é suficiente para classificar o episódio como muito forte. A NOAA também considera o Índice Oceânico Niño Relativo, conhecido como RONI, calculado com base em médias de três meses e no aquecimento médio dos oceanos tropicais.

Entre junho e agosto, o RONI ficou em 1,4°C. As projeções indicam que o índice deve continuar subindo e alcançar seu valor máximo entre a primavera e o início do verão. Essa trajetória fundamenta a previsão de que o atual El Niño poderá atingir uma intensidade mais elevada.

Para o período de outubro a dezembro, a NOAA calcula em 75% a probabilidade de o fenômeno superar a intensidade dos episódios anteriores registrados desde 1950. A estimativa não indica, neste momento, que ele será o mais forte da série. Entre 2015 e 2016, o El Niño chegou a 2,3°C entre novembro e janeiro e permaneceu acima de 2°C durante vários trimestres. A posição do episódio atual dependerá da consolidação dos dados dos próximos meses.

Possíveis efeitos no Brasil

As projeções apontam que o fenômeno pode persistir pelo menos até o trimestre de março a maio de 2027, mantendo sua influência durante a primavera, o verão e parte do outono no Hemisfério Sul. Entre abril e junho de 2027, a possibilidade de retorno das condições neutras chega a 55%.

A previsão de um El Niño muito forte não determina, sozinha, a ocorrência de chuva, seca ou calor extremos em todas as regiões. No Brasil, o fenômeno pode favorecer chuva acima da média no Sul, períodos mais secos em áreas do Norte e maior frequência de episódios de calor. A manifestação desses efeitos também depende de outros sistemas, o que torna importantes as previsões dos próximos meses.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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