O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, afirmou nesta segunda-feira (14) que o desenvolvimento acelerado dos sistemas mais avançados de inteligência artificial exige regulamentação imediata. Para ele, a expansão da tecnologia pode comprometer direitos fundamentais, inclusive o direito à vida.
Türk pediu que Estados e empresas atuem em estruturas multilaterais, em vez de deixar as decisões sobre o avanço da IA concentradas em um pequeno grupo de companhias. O comissário também relacionou a atual disputa por sistemas cada vez mais poderosos a uma exposição crescente de diferentes áreas da vida humana a riscos existenciais.
“Estamos à beira de uma mudança irreversível, que afeta não apenas a nós, mas também as futuras gerações da humanidade”, disse Türk em um comunicado. A mesma preocupação foi reiterada ao mencionar os possíveis efeitos de longo prazo da tecnologia.
Executivos defendem desaceleração
A discussão sobre os riscos da inteligência artificial também alcançou empresas de tecnologia dos EUA. No sábado, Dario Amodei, CEO da Anthropic, defendeu uma desaceleração no desenvolvimento para que as novas capacidades dos sistemas possam ser avaliadas com mais cuidado.
A posição recebeu apoio público de Sam Altman, da OpenAI, e de Elon Musk. O movimento ocorre enquanto cresce a preocupação com as consequências da rápida ascensão da IA e com a dependência de decisões empresariais para definir o rumo da tecnologia.


