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Procurador-geral da Bolívia é detido após sanção dos Estados Unidos

Roger Mariaca é acusado de receber subornos para facilitar o tráfico de drogas; a defesa afirma que houve interferência política.

Procurador-geral da Bolívia é detido após sanção dos Estados Unidos
Foto: Reprodução

O procurador-geral da Bolívia, Roger Mariaca, foi preso na quarta-feira (30), dois dias depois de os Estados Unidos revogarem seu visto e acusá-lo de aceitar subornos para facilitar o tráfico de drogas e ajudar criminosos violentos a escapar da Justiça. A prisão foi informada nesta quinta-feira (1°) pelo ministro do Governo boliviano, Marco Antonio Oviedo.

Mariaca foi detido no Aeroporto Internacional Viru Viru, em Santa Cruz. No mesmo dia, 14 pessoas foram presas, entre elas quatro autoridades da Procuradoria-Geral e das Procuradorias de Santa Cruz e de La Paz. Outras quatro pessoas foram detidas enquanto, segundo Oviedo, retiravam grandes quantias de dinheiro da casa do procurador-geral em uma ambulância.

“Detivemos 14 pessoas, 4 delas são autoridades do alto escalão da Procuradoria-Geral”, afirmou o ministro em uma coletiva de imprensa. Ele disse que a operação busca combater uma organização criminosa infiltrada no Judiciário e no Ministério Público da Bolívia.

A detenção ocorreu também no dia em que circulou um vídeo supostamente gravado durante a prisão do narcotraficante uruguaio Sebastián Marset. Nas imagens, ele aparece em sua residência dizendo que Mariaca era seu amigo e que teria pago US$ 500 mil ao procurador-geral para continuar na Bolívia e praticar atividades ilegais. A autenticidade do vídeo não foi confirmada.

Marset foi capturado em março na Bolívia e posteriormente transferido para os Estados Unidos, onde aguarda julgamento. Em uma transmissão ao vivo nas redes sociais da Procuradoria-Geral da República após a prisão de Mariaca, um funcionário descreveu a detenção como um “sequestro”.

Na segunda-feira (28), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sancionou 27 autoridades e ex-autoridades de Bolívia, Colômbia, Equador e Peru. Mariaca estava entre os atingidos. Washington declarou que ele ajudava criminosos violentos a escapar da Justiça ao aceitar subornos.

A defesa nega as acusações e classifica a decisão da Casa Branca como interferência política em investigações supervisionadas pelo procurador-geral.

A prisão ocorre durante uma aproximação entre Bolívia e Estados Unidos. O presidente boliviano Rodrigo Paz, que assumiu o governo em novembro de 2025, aceitou o convite da Casa Branca para que o país ingressasse no Escudo das Américas, coalizão liderada por Washington contra o crime transnacional, principalmente o narcotráfico.

Atualmente, quinze países participam da iniciativa. Em setembro, os integrantes assinaram um acordo para classificar facções do narcotráfico como “ameaças compartilhadas” e coordenar medidas contra esses grupos. O documento cita 24 alvos, entre eles o PCC e o Comando Vermelho, embora o Brasil não faça parte da coalizão.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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