A notícia e o que está por trás
Mundo

Trump combina agenda diplomática e golfe em visita à Irlanda

Em Dublin, o presidente americano defendeu a reunificação da Irlanda e participou de compromissos oficiais antes de seguir para um torneio de golfe.

Trump combina agenda diplomática e golfe em visita à Irlanda

A visita de Donald Trump à Irlanda reuniu compromissos diplomáticos, manifestações de oposição e uma agenda ligada ao golfe. Antes de seguir para seu clube em Doonbeg, o presidente dos Estados Unidos encontrou autoridades irlandesas em Dublin e voltou a defender a união entre a República da Irlanda e a Irlanda do Norte, território que pertence ao Reino Unido.

A declaração foi dada neste sábado, 12, durante uma reunião com o primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin. Trump afirmou que gostaria de ver a reunificação e disse que o Reino Unido também teria participação na decisão. “Não quero causar problemas, mas adoraria ver isso acontecer”, declarou. Em seguida, afirmou que a mudança ocorreria eventualmente e que seria melhor que acontecesse agora.

Um tema ligado à história da ilha

A questão permanece sensível por causa da divisão política e comunitária da Irlanda do Norte. Nacionalistas, em sua maioria católicos, defendiam a união com o restante da Irlanda. Unionistas, predominantemente protestantes, queriam manter o território no Reino Unido.

A separação se consolidou quando a Irlanda, depois de longo período sob domínio britânico, se tornou um país autônomo de maioria católica romana. Uma área de seis condados no norte, de maioria protestante, continuou vinculada ao Reino Unido.

As tensões entre os grupos deram origem aos Conflitos, período de violência que envolveu organizações paramilitares dos dois lados e tropas britânicas. Cerca de 3.600 pessoas morreram. O acordo de paz de 1998, que contou com papel importante dos Estados Unidos, reduziu amplamente os confrontos, mas não resolveu o status definitivo da Irlanda do Norte.

Presidentes americanos anteriores evitaram abordar diretamente a possibilidade de reunificação, inclusive Joe Biden, que mantém vínculos emocionais com a Irlanda.

Encontros com autoridades e protestos

Trump também conversou com Catherine Connolly, presidente da Irlanda, em sua residência oficial, Áras an Uachtaráin. Os dois apertaram as mãos antes de entrarem para uma reunião reservada. Depois, participaram da apresentação das delegações dos Estados Unidos e da Irlanda.

Connolly havia protestado contra uma visita de Trump à Irlanda em 2019, durante seu primeiro mandato. Ela também criticou a política americana para o Oriente Médio e chamou o presidente de “valentão”. O cargo de presidente da Irlanda é eleito e tem influência principalmente cerimonial.

A programação incluía ainda um discurso para líderes empresariais americanos e irlandeses na residência oficial do embaixador dos Estados Unidos em Dublin. Trump deveria passar por Farmleigh, residência oficial do governo, e por Deerfield, antes de viajar para Doonbeg.

A polícia isolou a área do Phoenix Park, onde fica a residência presidencial, que tem 700 hectares. Alguns moradores reclamaram dos transtornos provocados pelo deslocamento do presidente. Christopher Fox, taxista, criticou a viagem a Doonbeg para o torneio de golfe. Mina Petrovski, estudante universitária, condenou as posições de Trump sobre mulheres, imigrantes e comunidades minoritárias.

Partidos de oposição de esquerda, grupos antimilitaristas, organizações pró-Palestina, ambientalistas e outros setores planejavam manifestações contra o presidente em Dublin.

A presença da família e o torneio

Eric Trump, filho do presidente, defendeu a permanência da família na Irlanda. Em entrevista concedida na sexta-feira, 11, em Doonbeg, ele afirmou que o resort Trump International é o maior empregador da região e disse que os moradores reconheceriam os investimentos feitos pela família no país.

Trump chegou à Irlanda durante a noite, depois das comemorações do 25º aniversário dos ataques de 11 de setembro de 2001. Nas duas noites anteriores à cerimônia de sexta-feira, ele havia feito discursos prolongados em um comício político em Dallas.

A participação no Irish Open dá continuidade à presença frequente de Trump em eventos esportivos. Ele costuma jogar golfe nos fins de semana em clubes que possui na Flórida, em Nova Jersey e na Virgínia. O torneio é o segundo evento do European Tour realizado neste ano em uma propriedade ligada a Trump.

No mês passado, o Nexo Championship ocorreu no clube de Trump em Aberdeen, na Escócia. No ano passado, o presidente passou cinco dias na Escócia, jogou em Turnberry e inaugurou um novo campo em Balmedie, Aberdeenshire. Durante aquela viagem, conversou com o primeiro-ministro britânico e com o presidente da Comissão Europeia.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.