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Uber é condenada a pagar US$ 40 milhões por morte em rodovia na Califórnia

Emily Normandin-Parker morreu após ser deixada em uma área insegura; decisão também responsabilizou a empresa pelas ações do motorista.

Uber é condenada a pagar US$ 40 milhões por morte em rodovia na Califórnia
Foto: Reprodução/Facebook

A Uber foi condenada em arbitragem a pagar US$ 40 milhões, cerca de R$ 206 milhões, aos pais de Emily Normandin-Parker, de 23 anos. A jovem morreu depois de ser deixada em uma rodovia da Califórnia, nos Estados Unidos, por um motorista da plataforma. O processo também envolveu o condutor Vu Tran.

Emily voltava para casa com a amiga Luna Moore após uma noite fora. Durante a viagem, Luna passou mal. Conforme a decisão arbitral, Tran parou perto de uma saída da State Route 73, no condado de Orange, e deixou as duas no local.

O árbitro Richard A. Stone, juiz aposentado, considerou que a área era “insegura e ilegal”. Para ele, o motorista poderia ter continuado até uma saída próxima e encontrado um ponto apropriado para o desembarque. Em vez disso, as jovens, que estavam visivelmente alcoolizadas, foram deixadas na rodovia após uma discussão sobre uma taxa de limpeza.

Responsabilidade da empresa

Depois de sair do veículo, Emily entrou na pista e foi atingida por outro carro. Ela morreu em decorrência do atropelamento. Registros de GPS apresentados no processo mostraram que Tran passou perto do ponto onde estava o corpo antes de pegar a saída seguinte. Depois, ele contatou a Uber para pedir o pagamento da taxa de limpeza.

Os advogados da família também apresentaram reclamações anteriores feitas à empresa sobre o comportamento do motorista. Os pais disseram que passageiros haviam relatado direção irregular, circulação na contramão e episódios em que Tran quase atingiu pedestres.

Stone atribuiu à Uber responsabilidade pelas ações do condutor e recusou a tese de que a companhia seria apenas uma plataforma tecnológica de conexão entre passageiros e motoristas. O árbitro também concluiu que a regra da Califórnia que define motoristas de aplicativos como prestadores independentes não impedia a responsabilização da empresa neste caso.

Ao fim de cinco dias de arbitragem, foram estabelecidos US$ 20 milhões, ou R$ 102,8 milhões, para cada um dos pais, Carol Normandin e Ken Parker. Luna recebeu separadamente US$ 300 mil, equivalentes a R$ 1,5 milhão.

A Uber afirmou que nenhuma família deveria perder um filho e manifestou solidariedade aos parentes de Emily. A empresa disse discordar da decisão e declarou que vem ampliando medidas de segurança, entre elas orientações para que motoristas não desembarquem passageiros em locais perigosos.

Os pais criaram uma fundação em homenagem à filha para defender medidas de segurança no transporte por aplicativo e cobrar responsabilidade das empresas do setor. Os advogados informaram que parte do valor obtido na arbitragem será destinada à organização.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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