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Política

Aloysio Nunes critica atuação de André Mendonça antes da eleição

Ex-ministro afirma que decisões do ministro do STF desviaram o debate eleitoral e questiona medidas contra Alexandre de Moraes e a PF.

Aloysio Nunes critica atuação de André Mendonça antes da eleição

O ex-ministro da Justiça Aloysio Nunes acusou o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de interferir no processo político a três semanas das eleições presidenciais. Para Nunes, a crise na Corte passou a dominar a campanha e prejudicou a discussão sobre os programas de governo e os candidatos.

Nunes afirmou que suspeitas envolvendo integrantes do STF devem ser investigadas, mas sustentou que a abertura de um procedimento contra Alexandre de Moraes precisaria ser autorizada previamente pelo plenário do tribunal. Na avaliação dele, Mendonça agiu de forma ilegal ao iniciar a apuração sem submeter a decisão aos demais ministros.

O ex-ministro também disse que a iniciativa deslocou a atenção de questionamentos relacionados ao senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência. Ele mencionou a relação financeira com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, a proximidade com o miliciano Adriano da Nóbrega e transações que classificou como nebulosas.

“Ele resolveu entrar em guerra contra o colega Alexandre de Moraes a três semanas da eleição”, afirmou Nunes. Segundo ele, enquanto a disputa passou a se concentrar no STF, deixaram de ser debatidos o histórico dos principais candidatos, entre eles Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva, e as suspeitas citadas.

Questionamentos sobre a Polícia Federal

Nunes ainda colocou em dúvida a imparcialidade de Mendonça ao citar a participação do ministro, por meio de um vídeo, em um encontro eleitoral de Flávio Bolsonaro com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

O ex-ministro classificou como ilegal e desproporcional a decisão de afastar o delegado Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal. Ele argumentou que cabe exclusivamente ao Poder Executivo nomear e exonerar o diretor-geral da corporação.

Na avaliação de Nunes, caso houvesse indícios de irregularidades praticadas por Rodrigues, Mendonça deveria ter acionado o Ministério Público para pedir uma investigação. O ex-ministro também criticou a exigência de envio de dados brutos da PF ao gabinete do ministro e a determinação de que movimentações de policiais nos inquéritos dependessem de autorização judicial.

“Existe, no sistema judiciário brasileiro, uma divisão rigorosa do trabalho entre as autoridades que investigam e produzem provas — a Polícia Federal e o Ministério Público — e o juiz, responsável por julgar”, disse.

Nunes defendeu a retirada do sigilo de todos os documentos relacionados à crise, após sucessivos vazamentos de informações. Para ele, a divulgação integral impediria a seleção de dados com o objetivo de atingir alguns investigados e proteger outros.

O ex-ministro também afirmou que Edson Fachin, presidente do STF, deve levar ao plenário todas as questões do caso, inclusive a autorização para investigar Moraes. Ele defendeu que o processo seja conduzido com transparência e acesso público amplo aos documentos.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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