DISTRITO FEDERAL — José Roberto Arruda afirmou que encerrará a carreira política depois que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou sua candidatura ao governo do Distrito Federal. O ex-governador também declarou que não apoiará nenhum dos demais candidatos ao cargo e pediu aos eleitores que não registrem votos em seu nome.
"Por favor, não votem em mim", disse Arruda.
Decisão do tribunal
Nesta quinta-feira, 24, o TSE manteve, por 5 a 2, a decisão que barrou a candidatura. O julgamento analisou um recurso apresentado por Arruda contra o entendimento do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), que havia declarado o ex-governador inelegível até 2030.
A discussão no processo envolve o método de cálculo do período de suspensão dos direitos políticos. Tanto o TRE-DF quanto o Ministério Público Eleitoral (MPE) sustentam que a inelegibilidade se estende até 2030.
O voto vencedor foi apresentado pelo relator, Dias Toffoli. Para o ministro, qualquer que seja a interpretação adotada para calcular a suspensão dos direitos políticos, o resultado permanece o mesmo: a condenação mais recente de Arruda, sozinha, já caracteriza a condição de inelegibilidade.
A posição foi acompanhada por Kássio Nunes Marques, André Mendonça, Ricardo Villas Bôas Cueva e Sebastião Reis. Arruda já foi preso por envolvimento em um esquema de corrupção no Distrito Federal e perdeu o mandato no Senado por violar o sigilo do painel de votação da Casa legislativa.



