O candidato do Avante à Presidência da República, Augusto Cury, afirmou nesta sexta-feira (11) que é uma das vítimas da corrupção associada ao Banco Master. Ao declarar seus bens e investimentos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele informou ter aplicado mais de R$ 31,5 milhões na Fictor, grupo que participou de uma tentativa de aquisição da instituição financeira.
Cury disse que tomou conhecimento da negociação e pediu o encerramento das operações. “Eu sou mais uma vítima desse sistema corrupto”, afirmou. Segundo ele, mais de 12 mil pessoas investiram na Fictor e ainda tentam recuperar os valores aplicados.
O candidato declarou que conta com advogados para buscar a devolução do dinheiro, mas que os investidores receberam uma proposta de pagamento com desconto. Os recursos aplicados na Fictor Invest representam o principal ativo entre as participações empresariais informadas por Cury ao TSE.
A Fictor Invest é ligada ao Grupo Fictor, conglomerado que anunciou a compra do Banco Master no fim de 2025. Em novembro de 2025, o grupo liderou um consórcio de investidores estrangeiros para adquirir a instituição de Daniel Vorcaro. A negociação foi suspensa no dia seguinte, depois que o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do banco.
Cury declarou patrimônio de R$ 242.281.162,52, composto por imóveis, participações empresariais, ações, fundos de investimento, contas bancárias e créditos. A entrevista integra uma série com os seis candidatos mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República.


