RIO DE JANEIRO — Augusto Cury, candidato do Avante à Presidência da República, defendeu uma política externa sem subserviência e afirmou que pretende preservar o Pix caso seja eleito. O candidato, porém, não explicou quais alterações seriam feitas no sistema de pagamentos, que é alvo de investigação pelo governo norte-americano.
Durante uma caminhada pela Avenida Atlântica, em Copacabana, na zona sul do Rio, Cury declarou que países com condições de negociar diretamente com outras nações devem manter essa possibilidade. Também disse que pretende conversar com Javier Milei e com os presidentes dos países do Brics.
“Seremos pacíficos, mas não seremos subservientes em hipótese alguma”, afirmou. Cury apresentou essa postura como parte da orientação que adotaria em um eventual mandato e mencionou que o Brasil tem embaixadores notáveis.
Sobre o Pix, o candidato confirmou a intenção de mantê-lo, mas indicou que o funcionamento do mecanismo poderá ser alterado. “Nós vamos manter o Pix no meu governo, mas temos que trazer algumas adaptações”, disse.
Cury também associou a taxação atribuída a Trump a dificuldades nas exportações brasileiras e de outros países. Na avaliação dele, a medida estaria relacionada a uma tentativa de solucionar problemas financeiros.


