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Política

Debate ao Senado expõe divergências sobre STF, segurança e alianças em São Paulo

Candidatos discutiram impeachment de ministros, redução da maioridade penal, segurança pública e estratégias para o segundo voto.

Debate ao Senado expõe divergências sobre STF, segurança e alianças em São Paulo

STF domina o segundo bloco

A atuação do Senado diante do Supremo Tribunal Federal (STF) ganhou espaço no debate entre candidatos ao Senado por São Paulo, embora o tema só tenha sido tratado a partir do segundo bloco. O presidente do Senado pode abrir processos de impeachment contra ministros da Corte, enquanto cabe aos senadores votar esses pedidos.

Ricardo Salles (Novo) foi o único candidato a declarar abertamente apoio ao impeachment de ministros, com menção específica a Alexandre de Moraes. André do Prado (PL) afirmou que é necessário ter coragem para discutir o assunto e disse que um ministro deve ser submetido a votação caso cometa crime de responsabilidade, mas não antecipou sua posição em relação a um nome específico.

Marina Silva (Rede) defendeu que ministros que cometam crime de responsabilidade podem e devem ser cassados. Simone Tebet (PSB) afirmou que é preciso combater a corrupção com rigor e que o abuso de poder deve ser enfrentado independentemente dos envolvidos. Soninha Francine (Cidadania) defendeu investigações sobre o caso do banco Master, regras mais rígidas para presentes e conflitos de interesse, além de mandato e idade mínima para ministros do Supremo.

A discussão ocorreu após mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro indicarem que ele pediu ajuda a Moraes para tentar conter o avanço das investigações sobre o Master. Tebet disse que não havia políticas mulheres envolvidas no caso e declarou: “Doa a quem doer.”

Disputas entre candidatos

O confronto mais direto do debate envolveu Salles e Prado. Salles acusou o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo de ter apoiado, no passado, Dilma Rousseff (PT) e Alexandre Padilha (PT), além de afirmar que ele sempre esteve próximo da esquerda.

Prado negou a acusação e disse que sempre esteve contra o PT. Ele afirmou que passou a integrar, a partir de 2010, a base de apoio ao então governador Geraldo Alckmin (PSB) na Assembleia Legislativa de São Paulo, quando Alckmin fazia oposição ao partido.

O candidato do PL também mencionou que Salles foi secretário de Alckmin em duas ocasiões e que deixou os cargos após ser demitido pelo então governador. Prado citou ainda processos contra o adversário, incluindo um relacionado a contrabando internacional de madeira, e afirmou que a Polícia Federal esteve na casa de Salles.

Em outro momento, Guilherme Derrite (PP) e Salles se aproximaram para criticar a gestão do PT na segurança pública. Derrite escolheu Salles para responder a uma pergunta, já que Prado não poderia ser selecionado novamente pelas regras do debate. Salles retribuiu o gesto e afirmou que sempre apoiou o trabalho do colega.

Derrite questionou as posições de Marina e Tebet sobre a redução da maioridade penal. Marina disse que adolescentes não devem ser tratados como bandidos. Tebet afirmou aceitar a redução para 16 anos em crimes graves, como latrocínio, homicídio doloso em reincidência ou estupro.

Tebet também acusou Derrite de ter indicado um comandante-geral da Polícia Militar suspeito de envolvimento com o crime organizado. O candidato afirmou que, quando o coronel José Augusto Coutinho foi nomeado, não havia indício de envolvimento nem falta disciplinar contra ele. A suspeita havia sido apontada em depoimento sigiloso do promotor Lincoln Gakiya, relacionado a um caso de corrupção de policiais pelo Primeiro Comando da Capital (PCC).

Alianças e estratégias eleitorais

Como São Paulo elegerá duas pessoas para o Senado, os candidatos tentam estimular combinações de votos para evitar que o segundo voto favoreça adversários de outro campo político. Marina e Tebet atuaram juntas na defesa do fim da escala 6x1, uma das bandeiras da campanha à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

No campo da direita, Derrite e Prado formam a dobradinha apoiada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Salles tentou se apresentar como alternativa a essa composição. Marina e Tebet também foram questionadas por terem construído suas trajetórias políticas no Acre e em Mato Grosso do Sul. Marina respondeu que mulheres vindas de outros estados são tratadas como forasteiras, enquanto homens recebem tratamento diferente quando disputam o governo paulista.

Soninha Francine e Geraldo Rufino (Podemos) ficaram mais isolados no início do programa. Eles fizeram perguntas um ao outro nas duas oportunidades em que puderam escolher adversários. Rufino associou sua trajetória à defesa de emprego e renda e perguntou sobre propostas para a cidade de São Paulo. Soninha respondeu que seriam necessárias medidas em áreas como trabalho, educação, saúde mental, mudanças na legislação trabalhista e expansão do ensino técnico.

Pesquisa de intenção de voto

Pesquisa Quaest divulgada na terça-feira, 8, apontou Marina Silva e Guilherme Derrite com 14% das intenções de voto. Simone Tebet apareceu com 12%, em empate técnico com os dois primeiros. Os percentuais consideram os votos totais, que somam as respostas para o primeiro e o segundo voto.

André do Prado registrou 7% e Ricardo Salles, 3%. Geraldo Rufino, Soninha Francine, Maíra de Souza (UP), Dra. Eliana Ferreira (PSTU) e Guto Schiavetto (Missão) tiveram 1% cada. Os indecisos somaram 26%, enquanto brancos, nulos e eleitores que não pretendem votar chegaram a 19%.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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