O candidato do PL ao governo do Rio de Janeiro, Douglas Ruas, afirmou que pretende retomar territórios sob controle do crime organizado caso seja eleito. A estratégia, segundo ele, será baseada no mapeamento das comunidades produzido pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), que seria repassado aos policiais. Os agentes receberiam gratificação depois de comprovar que as localidades estão livres das facções.
Durante sabatina, Ruas disse que sua proposta é “atacar a origem do problema e não apenas os sintomas”. Ele também defendeu que o governo estadual mantenha presença permanente nas comunidades, em articulação com as prefeituras, para oferecer serviços públicos por meio de um gabinete permanente.
Questionado sobre a operação realizada nos Complexos do Alemão e da Penha em outubro do ano passado, o candidato afirmou que a ação mostrou que os policiais entram nesses locais para cumprir ordens judiciais. A operação terminou com a morte de 117 suspeitos e cinco policiais, no que foi descrito como a ação policial mais letal da história do Brasil.
Câmeras corporais e trajetória política
Ruas construiu sua carreira como policial civil antes de entrar na política. Sobre o uso de câmeras corporais, afirmou que cumprirá a decisão do Supremo Tribunal Federal que determina a utilização dos equipamentos em determinadas situações. Ao mesmo tempo, defendeu que o dispositivo também seja apresentado como uma forma de proteção aos policiais, e não apenas como instrumento de punição.
Eleito deputado estadual em 2022, com 175.977 votos, Ruas ocupa atualmente a presidência da Assembleia Legislativa. Entre setembro de 2023 e março de 2026, foi secretário estadual das Cidades na gestão do então governador Cláudio Castro, responsável por investimentos em obras junto às prefeituras.
Castro deixou o governo em março de 2026, durante um processo no Tribunal Superior Eleitoral que investigava abuso de poder político e econômico na eleição de 2022. Ruas afirmou que teve com o ex-governador “apenas uma relação de trabalho” e disse que cabe à direção executiva do PL decidir sobre uma eventual expulsão de Castro. Questionado sobre possível envolvimento do ex-governador em algum escândalo, respondeu que cada pessoa deve responder pelos próprios atos.


