RIO DE JANEIRO — William Siri, candidato do PSOL ao governo do Rio de Janeiro, afirmou que pretende reajustar os salários de policiais militares e civis caso seja eleito. A proposta prevê reduzir a diferença de remuneração entre os servidores que estão na base e os que ocupam o topo da carreira.
"Hoje no Estado do Rio de Janeiro, entre o topo e a base é uma distância muito grande salarial. Nós vamos diminuir [a distância] cada vez mais para valorizar esse policial", disse Siri durante uma sabatina realizada nesta sexta-feira (11).
O candidato também afirmou que batalhões e delegacias estão sucateados e defendeu a abertura de novos concursos para ampliar o efetivo da segurança pública. Segundo os números apresentados por ele, a Polícia Militar deveria contar com 60 mil policiais militares, mas atualmente tem 45 mil, o que representaria um déficit de 15 mil homens e mulheres. Na Polícia Civil, a previsão seria de 17 mil policiais civis, enquanto o efetivo atual, afirmou, é de Nove mil.
Entre as medidas anunciadas está ainda a criação de uma corregedoria externa para punir policiais envolvidos em irregularidades. Ao tratar do combate ao tráfico e às milícias, Siri disse que facções criminosas estão infiltradas no poder público e citou os ex-deputados estaduais Thiago Rangel, TH Joias e Rodrigo Bacellar, que perderam os mandatos sob acusação de envolvimento com o crime organizado.
Bacellar era presidente da Assembleia Legislativa e recebeu apoio do PSOL para tentar continuar no cargo. "Não tenho a menor dúvida que foi um erro histórico do PSOL", afirmou Siri. Para enfrentar a infiltração, ele defendeu ampliar convênios e parcerias com a Polícia Federal.
O candidato criticou a condução da megaoperação nos Complexos do Alemão e da Penha, em outubro de 2025, que deixou mais de 120 mortos. Para ele, a ação não produziu uma mudança duradoura. Siri prometeu retomar o controle de todo o território fluminense sem tratar comunidades e favelas como territórios inimigos, prática que, segundo ele, ocorre há 30 anos.
Questionado sobre o desempenho do PSOL nas pesquisas, Siri reconheceu as dificuldades e disse que enfrenta “alguns Golias”. Evangélico, ele fez referência a uma passagem bíblica e afirmou acreditar na possibilidade de chegar ao segundo turno.


