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Política

Samara Martins defende suspensão da dívida e estatização dos bancos

Candidata do Unidade Popular também propõe dobrar o salário mínimo, adotar a escala 4x3 e desmilitarizar as polícias.

Samara Martins defende suspensão da dívida e estatização dos bancos

A candidata à Presidência da República Samara Martins, do partido Unidade Popular, defendeu a revogação do pagamento da dívida pública durante uma sabatina realizada neste sábado (12). Segundo ela, parte da dívida não deveria mais ser paga porque os recursos acabam destinados a juros e amortizações, beneficiando bancos, investidores e oligarquias financeiras.

Martins afirmou que o sistema da dívida pública funciona para gerar lucro a grupos financeiros. Na avaliação da candidata, a interrupção desses pagamentos permitiria direcionar recursos para áreas como saúde e educação.

Salário mínimo e jornada de trabalho

O plano de governo da candidata prevê aumento de 100% no salário mínimo e a adoção da escala 4x3. Nesse modelo, os trabalhadores atuariam durante quatro dias por semana e teriam três dias de folga.

Martins disse que, sem o teto de gastos e o arcabouço fiscal, o salário mínimo poderia estar em torno de R$ 3.200,00. Ela também afirmou que experiências anteriores indicariam aumento de produtividade quando os trabalhadores atuam por menos dias, o que, em sua avaliação, poderia permitir salários maiores.

A candidata relacionou a proposta à necessidade de elevar o salário mínimo e reduzir a jornada para ampliar a dignidade dos trabalhadores. Também afirmou que o Brasil tem um dos menores salários mínimos da América Latina, embora seja a décima economia do mundo.

Bancos e segurança pública

Martins declarou que, se eleita, pretende estatizar todo o sistema bancário. Como justificativa, citou o escândalo envolvendo o Banco Master e mencionou o uso de recursos do povo, do Rio Previdência e de fundos de previdência.

A candidata defendeu que o sistema bancário seja controlado pelo Estado e propôs prisão e confisco dos bens de pessoas envolvidas em corrupção, para que os recursos desviados sejam devolvidos à população. Em sua fala, também acusou bilionários de corromper políticos, ministros, integrantes do STF e membros do Judiciário.

Na área de segurança pública, Martins afirmou defender a desmilitarização das polícias. Questionada sobre o risco de a medida deixar a população mais vulnerável, respondeu que o caminho seria “diminuir as desigualdades sociais, que são as causadoras da violência urbana”.

A candidata argumentou que a militarização parte da ideia de que existe um inimigo e afirmou que as polícias brasileiras tratam a própria população dessa forma.

Facções e operações policiais

Martins criticou operações realizadas em comunidades, incluindo a ação ocorrida em outubro do ano passado nos Complexos do Alemão e da Penha. Ela classificou esse tipo de operação como um teatro e afirmou que essas ações matam centenas de pessoas sem desorganizar o tráfico.

Para a candidata, o combate às facções deve alcançar os responsáveis pelo financiamento e pela organização das atividades criminosas. Ela citou uma operação da Polícia Federal e afirmou que empresas envolvidas com o tráfico e com facções estariam na Faria Lima, enquanto seus responsáveis teriam aviões, helicópteros e navios, sem permanecer nas comunidades.

Martins também se posicionou contra a redução da maioridade penal e o encarceramento mais cedo de jovens. Segundo ela, essas medidas fortalecem as facções, enquanto o poder público deveria impedir o recrutamento de adolescentes e punir os responsáveis pela organização dos grupos criminosos.

Intenções de voto e Congresso

Na pesquisa mais recente do Instituto Datafolha, divulgada nesta sexta-feira (11), Samara Martins aparece com 1% das intenções de voto. Ela afirmou que a presença do partido na pesquisa demonstra que o povo brasileiro busca uma alternativa.

A candidata disse ter visitado quase todos os estados e associou a aceitação de sua campanha às propostas de aumento de 100% do salário mínimo, redução da jornada, suspensão do pagamento da dívida pública e ampliação dos investimentos em saúde e educação.

Martins atribuiu a baixa visibilidade de sua candidatura à falta de exposição das campanhas que não pertencem aos grupos tradicionais. Questionada sobre a possibilidade de executar seu plano de governo sem apoio do Congresso, afirmou que pretende dialogar com lideranças parlamentares, mas dará prioridade às lideranças populares.

Na avaliação da candidata, a mobilização popular pode pressionar os parlamentares a apoiar medidas relacionadas aos direitos da população. Ela rejeitou a ideia de que alianças e acordos entre cúpulas partidárias e gabinetes sejam suficientes para viabilizar suas propostas.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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