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Política

Flávio Bolsonaro tenta transformar adiamento no STF em vantagem eleitoral

Campanha avalia que pedido de vista prolonga a discussão e permite associar Lula à crise na Corte, mas teme novos vazamentos.

Flávio Bolsonaro tenta transformar adiamento no STF em vantagem eleitoral
Foto: Divulgação/Carlos Moura/Agência Senado

A campanha de Flávio Bolsonaro avalia que o adiamento de uma votação no Supremo Tribunal Federal favoreceu sua estratégia eleitoral. O senador pelo PL pretende manter o tema em evidência até as vésperas das eleições e associar ao presidente Lula a responsabilidade pela crise envolvendo a Corte.

O adiamento ocorreu após um pedido de vista do ministro Flávio Dino, que interrompeu a análise. Na avaliação de aliados de Flávio, a decisão criou uma situação de ganha-ganha: o candidato ganhou tempo para explorar o assunto e passou a atribuir a Lula, por meio da atuação de Dino, a tentativa de proteger Alexandre de Moraes.

Durante um evento em Fortaleza na terça-feira (15), Flávio chamou Dino de “tropa de choque de Lula”. No dia seguinte, em Juazeiro do Norte, reforçou a associação entre o presidente e o ministro Alexandre de Moraes: “Hoje, quem vota em Lula está votando em Alexandre de Moraes”.

A leitura interna da campanha é que esse discurso pode atingir a imagem de Lula, que enfrenta dificuldade para avançar nas intenções de voto, mas não necessariamente se traduz em crescimento de Flávio nas pesquisas.

Risco de novos vazamentos

O prolongamento da discussão no STF também é visto como um risco para o candidato. A preocupação é que o período adicional aumente a possibilidade de vazamentos sobre a relação de Flávio com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

O coordenador da campanha, senador Rogério Marinho, afirmou após a sessão de terça-feira (15) que o pedido de vista teria sido articulado para ampliar o tumulto judicial. Ele também disse que Flávio defende transparência em todos os processos.

Nos bastidores, a campanha considera que as revelações recentes relacionadas ao filme “Dark Horse” não provocaram danos significativos à imagem do senador. As informações apontaram que ele é investigado por lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção, além de ser apresentado como intermediador direto entre Vorcaro e o financiamento da produção.

A resposta adotada foi classificar a investigação como uma cortina de fumaça, sem informações novas, e como tentativa de perseguição política. A campanha pretende repetir essa estratégia caso surjam novos vazamentos.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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