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Política

Flávio Bolsonaro transforma local de ataque a Jair Bolsonaro em ato de campanha

Candidato participou de motociata e comício em Juiz de Fora, onde o pai foi esfaqueado durante a campanha de 2018.

Flávio Bolsonaro transforma local de ataque a Jair Bolsonaro em ato de campanha

O local onde Jair Bolsonaro foi esfaqueado durante a campanha presidencial de 2018 recebeu nesta quarta-feira, 9, um ato de homenagem organizado por seu filho, o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Antes do comício, Flávio percorreu as ruas de Juiz de Fora em um desfile de motociclistas apoiadores.

A atividade ocorreu no cruzamento das ruas Halfeld com a Baptista de Oliveira, onde o então deputado federal e candidato do PSL foi atacado por Adélio Bispo de Oliveira em 6 de setembro de 2018. Flávio afirmou que o ponto representa “o segundo nascimento do presidente Bolsonaro”. A campanha divulgou imagens do candidato refazendo o trajeto que seu pai não concluiu.

Flávio esteve ao lado de Flávio Roscoe, candidato do PL ao governo estadual; Domingos Sávio, candidato do partido ao Senado; e Nikolas Ferreira, apontado como uma estrela digital do bolsonarismo. A comunicação da campanha explorou o ato simbólico em diversas publicações, enquanto as imagens da motociata tiveram menor destaque.

Críticas ao Supremo

O senador chegou à cidade pela manhã e foi recebido por apoiadores no aeroporto da Serrinha. A visita ocorreu mais de três semanas depois de ele ter cancelado uma agenda, alegando dificuldades provocadas pelo mau tempo para o pouso.

Em entrevista coletiva, Flávio criticou o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), por uma decisão que determinou o retorno de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal. Dino havia revertido uma determinação de André Mendonça, que ordenara o afastamento de Rodrigues.

“Dino não tem processo para julgar, tem causa para defender, que é a causa do Lula”, declarou Flávio. O senador também disse que a decisão buscaria interferir nas eleições.

Mendonça havia reagido à inclusão de seu nome, por solicitação de Alexandre de Moraes, no inquérito das fake news. O pedido citava um relatório apócrifo da Polícia Federal sobre uma suposta atuação irregular do ministro à frente do cargo. Mendonça classificou o documento como resultado de “monitoramento sistemático” e “coleta dirigida” e mencionou uma suposta “arapongagem” institucional.

Disputa em Minas Gerais

As declarações ocorreram um dia depois de a pesquisa Quaest indicar crescimento de Flávio no segundo turno em Minas Gerais. O candidato do PL passou de 35% em julho para 40%, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva oscilou de 38% para 37%. A margem de erro é de três pontos porcentuais.

Flávio afirmou que o resultado lhe trazia satisfação e associou o desempenho em Minas Gerais à disputa nacional. O estado é descrito como um local-pêndulo e “profético” da eleição: desde a redemocratização, nenhum presidente foi eleito sem vencer também em Minas Gerais.

Na mesma declaração, Flávio disse que o 7 de Setembro foi uma festa da democracia e afirmou que pretende vencer nas urnas, em contraste com o adversário, que, segundo ele, buscaria ganhar “no tapetão”. Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado para permanecer no poder após a derrota para o PT em 2022.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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