PONTA GROSSA (PR) — O ato previsto para 7 de setembro na Avenida Paulista, em São Paulo, terá como mote “Fora Lula, Fora Moraes”, afirmou Flávio Bolsonaro durante visita a Ponta Grossa. O candidato do PL à Presidência da República também criticou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e defendeu a recuperação da credibilidade das instituições.
Flávio disse lamentar a decisão de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente do Senado, de não colocar em análise um pedido de abertura de processo de impeachment contra Moraes. O senador afirmou que há mais de 54 pedidos desse tipo parados na presidência do Senado Federal.
Na entrevista, o candidato relacionou as críticas ao que apresentou como uma responsabilidade de um eventual governo. Para Flávio, o papel do presidente seria proteger o Supremo Tribunal Federal como instituição, sem proteger pessoas específicas. Ele também afirmou que a atuação de Moraes não representa a magistratura, os juízes do país nem a maioria dos integrantes da própria Corte.
Críticas a Moraes e Mendonça
Flávio acusou Moraes de manter um “gabinete da perseguição” e afirmou que o ministro não teria condições de continuar no STF. Em outra declaração, chamou o magistrado de “laranja podre” dentro do Supremo Tribunal Federal.
O senador do PL também criticou a decisão de Moraes de incluir o ministro André Mendonça, relator do processo sobre o Banco Master, no inquérito das fake news. Flávio rejeitou ainda a possibilidade de Mendonça se tornar alvo de um processo de impeachment.
Ao justificar sua posição, o candidato disse que a Corte não deveria ser associada integralmente às decisões de um de seus ministros. Ele afirmou que seria necessário impedir que o Supremo fosse contaminado pela conduta atribuída a Moraes e proteger a população de pessoas que, em sua avaliação, não poderiam permanecer no tribunal.


