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Política

Flávio Bolsonaro promete barrar novas indicações de Lula ao Supremo

Em ato na Avenida Paulista, senador vinculou Lula a Alexandre de Moraes e defendeu o impeachment do ministro do STF.

Flávio Bolsonaro promete barrar novas indicações de Lula ao Supremo
Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que, se for eleito presidente, não permitirá que Luiz Inácio Lula da Silva indique novos ministros ao Supremo Tribunal Federal (STF) alinhados ao ministro Alexandre de Moraes. Durante ato na Avenida Paulista pelo 7 de Setembro, ele defendeu o impeachment de Moraes e disse que fará cinco indicações para a Corte.

“Nós não vamos permitir que o Lula indique mais quatro Alexandres de Moraes”, afirmou Flávio. A declaração foi acompanhada da promessa de escolher ministros contrários ao aborto, ao uso de drogas e à chamada “ideologia de gênero nas escolas”. O senador também disse que priorizaria nomes que não perseguissem adversários políticos e contribuíssem para recuperar a credibilidade do STF.

A possibilidade de indicações à Corte depende das aposentadorias compulsórias previstas para Luiz Fux e Cármen Lúcia, que atingirão a idade limite de 75 anos em 2028 e 2029, respectivamente. Gilmar Mendes chegará à mesma idade no fim de dezembro de 2030, caso não deixe o tribunal antes. Com isso, o próximo presidente eleito terá a prerrogativa de indicar pelo menos dois ministros.

Ataques a Moraes e defesa de Bolsonaro

O discurso de Flávio associou repetidamente Lula a Moraes. O senador disse que votar no petista equivaleria também a votar no ministro e voltou a defender sua retirada do STF. O tema ganhou espaço no ato após a menção a um relatório da Polícia Federal que registra troca de mensagens entre Moraes e Daniel Vorcaro, inclusive no dia da prisão do então banqueiro, em novembro de 2025.

O documento foi elaborado a pedido do ministro André Mendonça, relator do caso Master, e também menciona o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Flávio dedicou parte do discurso ao pai, Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar após ser condenado a 27 anos e três meses de pena por tentativa de golpe de Estado. O senador afirmou que, se vencer a eleição, levará o ex-presidente para entregar a faixa presidencial na rampa do Palácio do Planalto.

Ele classificou a condenação como a “segunda facada” sofrida pelo pai, em referência ao atentado de 2018 em Juiz de Fora. Também mencionou uma “terceira facada”, que atribuiu a uma tentativa de interferência nas eleições contra Bolsonaro e seus aliados, sem indicar os responsáveis.

O senador ainda afirmou que faz campanha usando colete à prova de balas por temer um ataque da esquerda. Em outro momento, declarou que colocaria o próprio peito à frente dos brasileiros.

Segurança pública e participação de aliados

Na área de segurança pública, Flávio prometeu encaminhar a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. Também defendeu a castração química para condenados por abuso sexual de mulheres e o aumento, para no mínimo oito anos, da pena para ladrões de celulares.

Ao lado da esposa, Fernanda Bolsonaro, o senador citou ainda o combate ao feminicídio, a abertura de creches e a redução da fila de espera por cirurgias. Fernanda havia discursado antes dele. Flávio prometeu que o Sistema Único de Saúde teria padrão semelhante ao do Hospital Albert Einstein.

Outros participantes do ato também criticaram Moraes. Tarcísio de Freitas disse que as revelações sobre o ministro exigiam uma resposta institucional. Nikolas Ferreira defendeu a prisão de Moraes, criticou Paulo Gonet e afirmou que pressionaria o senador Davi Alcolumbre a abrir um processo de impeachment caso o pedido não avançasse.

Alfredo Gaspar, candidato a vice na chapa de Flávio, afirmou que Lula representava o passado e que não havia diferença entre o petista e Moraes. Daniella Marques, principal porta-voz da equipe econômica de Flávio, criticou o governo e disse que os brasileiros não aguentavam mais pagar a conta de Brasília.

O pastor Silas Malafaia pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, que afastasse Moraes. Ricardo Nunes criticou o ministro e afirmou que os eleitores teriam a responsabilidade de resgatar o Brasil nas eleições de outubro. Já Valdemar Costa Neto declarou que, se Flávio perder, Bolsonaro poderá permanecer preso por mais 10 anos; em caso de vitória do senador, disse que o ex-presidente estaria solto no dia seguinte.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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