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Agricultores, trabalhadores e movimentos sociais ocupam o 7 de Setembro em Brasília

Desfile reuniu mais de 70 mil pessoas e levou à Esplanada debates sobre soberania, jornada de trabalho, direitos das mulheres e futebol feminino.

Agricultores, trabalhadores e movimentos sociais ocupam o 7 de Setembro em Brasília

A agricultura familiar estreou no desfile cívico-militar de 7 de Setembro em Brasília, com uma ala formada por integrantes de movimentos do campo e seis caminhonetes carregadas de alimentos. Os veículos foram organizados para formar a palavra Brasil durante a cerimônia, que levou mais de 70 mil pessoas à Esplanada dos Ministérios, segundo a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).

A participação dos agricultores foi apresentada dentro do eixo dedicado à soberania nacional. Denilva Araújo, do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), disse que a presença representava o reconhecimento da trajetória de famílias camponesas. “Não existe soberania nacional sem soberania alimentar”, afirmou.

Tatiana Brandão, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), participou da ala pela primeira vez. Para ela, a presença dos movimentos sociais marcou sua participação na cerimônia e reforçou a identidade dos grupos do campo no espaço público.

Soberania e representação política

A soberania foi o tema central do desfile, realizado em um ano eleitoral em meio a discussões sobre a autonomia econômica e política do país. Wallace Benites, militante do Movimento dos Atingidos por Mineração (MAM) e morador do Riacho Fundo I, relacionou o debate às disputas envolvendo recursos naturais, indústria e interesses estrangeiros.

“Criar uma identidade própria e soberana é cada vez mais importante diante dos acontecimentos geopolíticos que estamos tendo”, disse Benites, ao mencionar também a mineração, a indústria e a onda de privatizações.

O evento teve a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da primeira-dama Janja da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e dos presidentes da Câmara, Hugo Motta, do Senado, Davi Alcolumbre, e do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. Também estiveram presentes Lu Alckmin, esposa do vice-presidente, 29 ministros e ministras de Estado e outras autoridades do governo federal.

A programação começou por volta das 9h, depois da chegada de Lula, e durou cerca de duas horas. Além das tropas das Forças Armadas, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, houve desfile motorizado e hipomóvel, apresentação da Pirâmide Humana e participação da Esquadrilha da Fumaça.

Trabalho e símbolos nacionais

A defesa do fim da escala 6×1 apareceu entre as manifestações do público, ao lado de palavras de ordem de apoio ao governo Lula. Olanise Ferreira, engenheira civil de 63 anos e moradora da Asa Norte, acompanha o desfile há décadas. Ela afirmou que a redução da jornada permitiria ampliar o tempo de descanso, considerando também o período gasto pelos trabalhadores no deslocamento entre casa e emprego.

O verde e amarelo também esteve associado a disputas políticas entre os participantes. Tatiana Brandão afirmou que os movimentos sociais deveriam reivindicar os símbolos nacionais para além da associação feita com a direita nos últimos anos. Para ela, a defesa da pátria também poderia estar ligada a um país soberano, solidário e com mais políticas públicas.

Gritos de “Lula, eu te amo” foram ouvidos na Esplanada. Elizabeth Ramos, professora aposentada e moradora da Octogonal, disse que a discussão sobre soberania estava ligada à escolha do próximo presidente. Ela defendeu o voto em Lula e associou a eventual eleição de Flávio Bolsonaro à continuidade do golpe do 8 de janeiro.

Acesso e demais eixos

A movimentação também deixou parte do público fora das arquibancadas. Sandro Alves de Sousa, morador do Recanto das Emas, chegou com a esposa e os dois filhos por volta das 9h, mas foi informado de que as pulseiras de acesso haviam acabado. Era a primeira vez que levava as crianças ao desfile; sem entrar, a família viu apenas os aviões sobre a Esplanada.

A cerimônia foi dividida em três eixos. O segundo tratou da proteção de meninas e mulheres e do enfrentamento da violência de gênero, com mensagens de conscientização e referências aos serviços de atendimento às vítimas. O terceiro foi dedicado à Copa do Mundo Feminina 2027, que será realizada no Brasil, e reuniu atletas, estudantes e ex-jogadoras da seleção brasileira.

Depois dos blocos temáticos, tropas da Marinha, do Exército e da Força Aérea passaram pela Esplanada. A etapa militar incluiu veículos e equipamentos das Forças Armadas e terminou com a apresentação da Esquadrilha da Fumaça. Também participaram estudantes de escolas públicas e outras representações civis.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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