Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda e candidato do PT ao governo de São Paulo, defendeu nesta terça-feira (8) a abertura completa dos sigilos das investigações da Polícia Federal sobre o Banco Master. Para ele, a divulgação gradual de informações pode interferir na eleição presidencial e não permite que a população avalie o caso com todos os dados disponíveis.
Em entrevista ao canal do YouTube Bacci Notícias, Haddad afirmou: "Não vejo outra solução que não a abertura completa dos sigilos". O ex-ministro também disse que a eleição já sofre influência do caso e questionou quem decide quais informações são divulgadas e em que momento.
Haddad argumentou que a liberação de um fato pouco antes da votação poderia impedir que os envolvidos tivessem tempo para se explicar ou se defender. Ele defendeu que as informações sejam divulgadas desde já, para que eventuais responsabilidades sejam analisadas antes da eleição. Também afirmou que o país atravessa um momento de crise institucional e reforçou que as pessoas devem formar sua avaliação com base no conjunto das informações disponíveis.
Relações citadas na investigação
Questionado sobre as relações entre Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, e Paulo Gonet, procurador-geral da República, Haddad disse que cabe aos órgãos competentes investigar o chefe da Procuradoria-Geral da República.
O candidato afirmou que Luiz Inácio Lula da Silva não pode afastar Gonet porque o procurador-geral tem mandato. Haddad mencionou o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) como o órgão responsável por analisar as provas relacionadas ao caso. "Existe um órgão do Ministério Público que analisa as provas", disse.


