Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, afirmou que Alexandre de Moraes teve papel relevante na resposta institucional aos atos de 8 de janeiro de 2023. Para o petista, essa atuação ajuda a explicar a associação da imagem do ministro à esquerda, mas não impede a apuração sobre suas relações com o Banco Master.
A declaração foi feita nesta quinta-feira (24), durante uma sabatina. Haddad mencionou a condução, por Moraes, do inquérito no Supremo Tribunal Federal sobre a tentativa de golpe e afirmou que havia um plano de assassinato dos eleitos. “Isso não justifica nada, não existe compensação”, disse o candidato.
Investigação sobre o Banco Master
As investigações apontaram que Moraes foi consultado diversas vezes pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro sobre apurações envolvendo o banco. Também foi informado que o escritório Barci de Moraes, ligado à esposa do ministro, assinou um contrato de R$ 131 milhões com o Master.
Haddad defendeu a quebra dos sigilos de todos os envolvidos e a responsabilização de quem for considerado culpado. Na avaliação dele, agentes públicos devem colaborar com as investigações até a conclusão dos trabalhos.
“Quem não for capaz disso, deveria sair da vida pública”, afirmou. O candidato também disse que ministros do Supremo Tribunal Federal mencionados em mensagens precisam prestar esclarecimentos e que não há problema em convocar pessoas citadas nas apurações.
Haddad incluiu entre os procedimentos que, na sua avaliação, deveriam ter o sigilo quebrado aqueles que envolvem Flávio Bolsonaro. A defesa da investigação foi apresentada junto ao reconhecimento de que Moraes teve atuação importante no caso do 8 de janeiro, sem que esse papel fosse tratado como compensação por eventuais questões relacionadas ao Banco Master.


