SÃO JOSÉ DO RIO PRETO — Luiz Inácio Lula da Silva criticou, neste sábado (5), a preferência de parte da elite de São Paulo pelo governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos, em vez de Fernando Haddad, candidato do PT ao governo estadual. A declaração ocorreu durante um ato de campanha no interior paulista, considerado foco estratégico da candidatura de Haddad.
Lula questionou a escolha de um político nascido no Rio de Janeiro, tenente do Exército, em lugar de Haddad, que estudou na Universidade de São Paulo (USP) e ocupou os cargos de prefeito da capital paulista e ministro da Fazenda e da Educação. O presidente classificou a preferência como “abominável” e afirmou não compreender o apoio de setores da elite intelectual ao atual governador.
O evento teve a participação do vice-presidente Geraldo Alckmin, do candidato a vice-governador Márcio França e das candidatas ao Senado Simone Tebet e Marina Silva. Lula foi o último a discursar.
Promessas para um novo mandato
Durante a fala, Lula afirmou que, se for reeleito, os próximos quatro anos serão marcados por uma “revolução”. Ele associou a proposta a medidas voltadas a pequenos empreendedores, trabalhadores por conta própria e pessoas dispostas a iniciar novas atividades.
O presidente também defendeu uma revolução digital e a digitalização da economia. Citou mudanças nas áreas de educação e energia e mencionou a aprovação do Redata pelo Congresso, programa que permite atrair investimentos para a instalação e a expansão de data centers no país.
Lula disse que o Brasil precisa ampliar a exportação de conhecimento e tecnologia, além de commodities. Também criticou candidatos que, segundo ele, falam sobre o futuro durante campanhas sem apresentar um histórico de realizações.
Ao tratar de suas próprias propostas, afirmou que vem investindo no futuro do país há anos. Entre as medidas mencionadas, estão a criação de institutos educacionais, o fim da fila do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a elevação do salário mínimo acima da inflação, a manutenção do desemprego em níveis baixos, o aumento dos investimentos em educação e a redução do custo de vida.


