SALVADOR — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentou conter a repercussão de uma declaração sobre exames de toque em mulheres durante um ato nesta terça-feira (29). O episódio havia ocorrido na noite de segunda (28), em Belém do Pará, quando Lula falava sobre a resistência de homens ao exame usado para identificar alterações na próstata.
Na ocasião, o presidente disse que os homens costumam ser “covardes” e “cheios de trejeitos”, enquanto as mulheres aprendem a fazer exames de toque desde pequenas. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou um vídeo no Instagram e acusou Lula de fazer alusão à pedofilia. A publicação tinha mais de 1,4 milhão de curtidas até o início da noite.
Durante o ato em Salvador, Lula chamou o deputado de “canalha” e afirmou que sua fala havia sido retirada de contexto por causa de uma palavra ou frase errada. O presidente explicou que queria comparar a disposição das mulheres para realizar exames, sem medo.
Lula então chamou a primeira-dama Rosângela Janja da Silva ao microfone. Ela afirmou ser do Paraná e usou uma expressão regional para criticar o deputado do PL, dizendo que ele deveria lavar a boca antes de falar sobre o presidente.
Mais cedo, uma nota enviada pela campanha de Lula afirmou que a declaração se referia a consultas ginecológicas preventivas. O texto também relacionou a resistência masculina ao exame de toque à permanência de uma cultura machista.



