O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, criticou a atuação de familiares de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) na advocacia e defendeu mudanças no Poder Judiciário. As propostas incluem novos critérios para a escolha de magistrados e alterações na duração dos mandatos.
Em entrevista ao Jornal da Record, Lula afirmou que ministros e integrantes do Judiciário não deveriam buscar enriquecimento e questionou a atuação profissional de parentes próximos de autoridades da Corte. Para o presidente, é necessário estabelecer “critérios de moralização do Poder Judiciário brasileiro”.
A justificativa apresentada por Lula foi a preservação da confiança da população na Justiça. Ele disse que a Suprema Corte deve servir de exemplo e que ninguém pode permanecer sob suspeita. Também defendeu a apuração de eventuais erros, com responsabilização de quem tiver cometido irregularidades.
Sessão do STF e caso Banco Master
Ao comentar a sessão do STF realizada nesta terça-feira (15), Lula classificou o momento como determinante para a história do país. O presidente afirmou ainda que ninguém deve escapar de um julgamento quando existem suspeitas e acusações.
Lula também mencionou o levantamento do sigilo de processos relacionados ao caso Banco Master. Segundo ele, a retirada do sigilo permitiria ao ministro Fachin abrir os documentos e esclarecer a participação de cada envolvido na Suprema Corte.
O presidente defendeu que as informações sejam apuradas com rigor e afirmou que os responsáveis devem ser punidos e julgados. Também mencionou a possibilidade de abertura do sigilo telefônico de todos os envolvidos.
Na mesma declaração, Lula citou o ministro André Mendonça e afirmou que informações mantidas sob segredo de Estado poderiam ser disponibilizadas à sociedade. A defesa de uma “reforma profunda” no Judiciário foi apresentada no contexto das críticas à credibilidade da Suprema Corte e aos critérios de escolha de seus ministros.



