Doze mulheres conquistaram vagas no Senado Federal no último domingo (4), entre as 54 que estavam em disputa. Somadas às quatro senadoras eleitas anteriormente, elas formarão uma bancada de 16 parlamentares — a maior presença feminina da história da Casa. As mulheres ocuparão cerca de 20% das cadeiras, superando o recorde anterior, registrado em 2002, quando oito foram eleitas.
A nova composição, porém, será politicamente diversa. Onze das 16 senadoras titulares estarão em partidos associados ao conservadorismo e ao liberalismo econômico: PL, PSDB, PP, Podemos, União, MDB e Republicanos. As outras cinco integrarão legendas de esquerda ou centro-esquerda: PT, Rede e PDT.
Estados e partidos
As eleitas são Mara Rocha (Republicanos), pelo Acre; Marina JHC (PSDB), por Alagoas; Rayssa Furlan (Podemos), pelo Amapá; Luizianne (Rede), pelo Ceará; Michelle Bolsonaro e Bia Kicis (PL), pelo Distrito Federal; Gracinha Caiado (União), por Goiás; Marília Campos (PT), por Minas Gerais; Marília Arraes (PDT), por Pernambuco; Samanda de Lula (PT), pelo Rio Grande do Norte; Teresa Surita (MDB), por Roraima; e Carol de Toni (PL), por Santa Catarina.
Entre as 12 eleitas, três pertencem à esquerda ou à centro-esquerda: Marília Campos e Samanda de Lula foram escolhidas pelo PT, enquanto Marília Arraes venceu pelo PDT. O PL elegeu três representantes: Carol de Toni, Michelle Bolsonaro e Bia Kicis.
Com Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, o Distrito Federal passará a ter uma representação feminina no Senado formada também por Damares Alves, eleita em 2022. As três são vinculadas ao PL.
A bancada também reunirá Teresa Leitão (PT-PE), Tereza Cristina (PP-MS) e Professora Dorinha (União-TO), que está afastada do mandato para disputar o governo do estado.
Entre as senadoras que tentaram outra vaga nesta eleição, ficaram fora Leila Barros (PDT-DF), Eliziane Gama (PSD-MA), Soraya Thronicke (PSB-MS), Mara Gabrilli (PSD-SP) e Daniella Ribeiro (PP-PB). Também deixarão o Senado Dra. Eudócia (PSDB-AL), Roberta Acioly (Republicanos-RR) e Ivete da Silveira (MDB-SC), que haviam assumido como suplentes e depois ocupado a titularidade.


