JOÃO PESSOA — Casos de abandono e maus-tratos contra animais são usados para questionar a atuação da Secretaria de Cuidado e Proteção Animal (Secupa), da prefeitura de João Pessoa. Entre os episódios relatados estão o resgate de cinco cães deixados nas ruas após a morte do tutor e a divulgação de dois animais abandonados na Avenida Cruz das Armas.
No dia 1º de setembro, um casal em uma moto teria arrastado um cachorro por quilômetros em Paulista (PB). O animal estava preso a uma coleira, exposto ao sol e com dificuldade para acompanhar o veículo. As imagens da agressão foram divulgadas pela TV Cabo Branco. O texto relata que o casal não foi preso.
Em 23 de agosto, a ONG SOS Animais e Plantas publicou no Instagram um vídeo com dois cães abandonados na Avenida Cruz das Armas, em João Pessoa. Havia suspeita de que uma das cadelas estivesse prenha. O relato afirma que foram feitos pedidos de ajuda a Guga Pet e Fabíola Rezende, identificados como defensores da causa animal e candidatos, naquele ano, aos cargos de deputado federal e estadual, respectivamente. Não há informação sobre eventual resgate.
Atuação da secretaria
A Secupa foi criada pelo então prefeito Cícero Lucena em fevereiro de 2025, por meio da Lei 15.469. Guga Pet foi designado secretário da pasta. Conforme o relato, uma das principais ações atribuídas ao ex-secretário era a doação esporádica de ração a protetores, sem licitação. A assessoria dele informou que as compras eram feitas com recursos próprios.
Veterinários e protetores citados no relato disseram que a ração tinha baixo valor nutricional. Também foram mencionados problemas de pele em cães e gatos que consumiram o produto. Esses depoimentos foram reunidos em outubro de 2025.
Outro caso ocorreu no bairro da Torre, onde cinco cães foram retirados da casa de um morador da Avenida Julia Freire depois da morte dele. Os animais ficaram nas ruas sem comida e água, sujeitos a atropelamento ou envenenamento. Moradores pediram auxílio ao advogado Francisco Garcia, que entrou com uma ação contra a Secupa no Tribunal de Justiça. A prefeitura foi obrigada a cumprir medidas voltadas ao bem-estar e ao cuidado dos cães.
O relato afirma que, apesar da ação judicial, os animais continuaram sendo vistos nas ruas da Torre. A situação é apresentada como exemplo da necessidade de implementação das políticas públicas para as quais a secretaria foi criada. Também são citados abandonos recorrentes na feira da Torre e em outros bairros de João Pessoa.


