O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) apresentou uma proposta de reformulação do Bolsa Família baseada na situação dos beneficiários no mercado de trabalho. O plano prevê a retirada gradual do benefício de pessoas aptas a trabalhar, com etapas específicas para grupos considerados vulneráveis e para a oferta de ocupações.
No primeiro estágio, seriam mantidos e ampliados os pagamentos para mães sem condições de trabalhar ou que vivam em regiões sem atividade econômica. Depois, beneficiários jovens, sem filhos e aptos ao trabalho seriam encaminhados a frentes de trabalho comunitário, incluindo atividades de infraestrutura e manutenção urbana. A proposta prevê salário, alimentação e transporte para essas pessoas. Santos declarou que, com a convocação, elas poderiam voltar ao trabalho e recuperar a dignidade.
A terceira etapa incluiria um cadastro obrigatório em um banco de dados de empregos. O benefício seria perdido caso o beneficiário recusasse três ofertas de trabalho consecutivas.
Indicações para um eventual governo
Santos afirmou que, se for eleito, pretende nomear a vereadora de São Paulo Amanda Vettorazzo (União) para a Secretaria-Geral da Presidência. O deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP), por sua vez, ficaria responsável por um “super ministério” voltado às reformas do Estado.
O candidato também não se comprometeu a apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) caso os dois cheguem ao segundo turno. Questionado sobre a possibilidade, respondeu: “Eu vou me apoiar, porque eu estarei no segundo turno”.
Pagamento por hora
Outra proposta apresentada por Santos foi a adoção do pagamento por hora trabalhada. O modelo teria horários flexíveis, limites máximos de jornada semanal e períodos mínimos de descanso. Na avaliação do candidato, a mudança permitiria montar escalas de acordo com a disponibilidade de cada empregado.


