SÃO PAULO — O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) afirmou nesta segunda-feira (7/9), em São Paulo, que a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro nas pesquisas eleitorais representa uma “prisão mental”. A declaração ocorreu durante um ato no Obelisco Mausoléu aos Heróis de 1932, na zona sul da capital paulista.
Renan atribuiu a presença dos dois adversários nas primeiras posições às escolhas de eleitores que classificou como “covardes e preguiçosos”. O candidato também criticou Augusto Cury (Avante), que aparece em terceiro lugar nas últimas pesquisas divulgadas.
Ao comentar a disputa, Renan disse que a eleição de Lula resultaria em um governo autoritário de esquerda. Sobre uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro, afirmou que o país seria comandado por uma oligarquia de corruptos do centrão.
Ato na zona sul
O evento reuniu apoiadores da campanha em frente ao Obelisco Mausoléu aos Heróis de 1932, nas proximidades do Parque Ibirapuera. A chegada de Renan estava prevista para 11h, mas ele se atrasou e começou a discursar apenas às 12h30.
Antes do candidato, integrantes do partido, entre eles Kim Kataguiri, defenderam a prisão de Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Durante o discurso, Renan afirmou que a polarização apresentada nas pesquisas impõe aos eleitores a ideia de que o país não pode seguir outro caminho. Ao mencionar Augusto Cury, associou a leitura de seus livros a uma forma de alienação, em uma crítica ao terceiro colocado nas pesquisas.


