O candidato à Presidência da República pelo Avante, Augusto Cury, afirmou nesta sexta-feira (11) que não apoiará Luiz Inácio Lula da Silva nem Flávio Bolsonaro caso um dos dois chegue ao segundo turno. A declaração representa uma definição sobre sua posição, depois de ele ter mencionado anteriormente a possibilidade de apoiar Flávio Bolsonaro em uma situação específica.
Cury havia condicionado eventual apoio ao candidato do PL à comprovação de que não houve corrupção no financiamento de “Dark Horse”, filme sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro. Questionado sobre uma mudança de posição, negou ter recuado. Segundo ele, na resposta anterior, não havia apresentado sua própria escolha, mas apenas dito que os eleitores que o acompanham poderiam votar livremente.
“Não há condição de apoiar nenhum dos dois. Olha o histórico”, declarou.
O candidato também afirmou estar profundamente indignado com o cenário político. Na avaliação apresentada por Cury, as famílias Bolsonaro e Lula da Silva mantêm dezenas de milhões de brasileiros presos a um radicalismo que classificou como sem precedentes. Ele voltou a defender a pacificação do Brasil e rejeitou a ideia de que o país esteja dividido entre famílias de esquerda e de direita.
Durante a resposta, Cury contou que sua mulher chegou a perguntar se ele deveria continuar na disputa, em meio à atuação de grupos críticos nas redes sociais. Os dois, segundo o candidato, decidiram permanecer na campanha pelo que chamou de amor ao Brasil.
Ao justificar a continuidade, Cury afirmou que o país não deve ser sequestrado pelo crime organizado, pelo radicalismo, pela corrupção ou por pessoas que priorizem a própria família, o ego e o partido.


