O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou ao presidente da Corte, Edson Fachin, o adiamento da sessão convocada para terça-feira (15). A reunião analisaria um relatório da Polícia Federal que identificou mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para Alexandre de Moraes.
No pedido, Gilmar afirma que a investigação é “amorfa” e sustenta que ela foi aberta de ofício, sem solicitação anterior da autoridade policial. Para o ministro, há indefinições jurídicas sobre os investigados, o objeto exato da apuração e o procedimento que deve ser adotado.
O ministro também destaca que a Procuradoria-Geral da República não pediu punições nem outras medidas no caso. A PGR solicitou a nulidade do relatório da Polícia Federal, que tem mais de 200 páginas. A argumentação é que o documento teria sido produzido por determinação do relator original, com escolha arbitrária dos alvos.
Gilmar defende que, antes de qualquer julgamento, sejam reunidos e organizados os processos relacionados e concluídas as medidas de instrução consideradas necessárias. Na avaliação apresentada ao presidente do STF, essa etapa permitiria delimitar os elementos que seriam examinados pelo Plenário.


