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Política

Senado inicia debate sobre fim da escala 6x1 na próxima semana

Davi Alcolumbre marcou sessões sobre a PEC para terça, quarta e quinta; o PT prevê votação final em 22 deste mês.

Senado inicia debate sobre fim da escala 6x1 na próxima semana
Foto: Pedro Gontijo/Presidência Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou para a próxima semana o início da discussão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1. As sessões estão previstas para terça (6), quarta (7) e quinta (8), em formato semipresencial.

A decisão aproxima Alcolumbre do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca aprovar a mudança na jornada de trabalho antes do segundo turno. O modelo semipresencial permite que os senadores participem dos debates à distância.

A liderança do PT no Senado calcula que, com o cumprimento do rito, a proposta poderá ser votada em primeiro turno no dia 15 deste mês e receber aprovação final no dia 22, três dias antes do segundo turno. A Presidência do Senado afirmou que conduzirá a análise com "responsabilidade, equilíbrio e respeito às diferentes perspectivas envolvidas".

A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), disse que Alcolumbre cumpriu um acordo firmado no último esforço concentrado e declarou estar disposta a trabalhar pela aprovação da PEC.

O que prevê a proposta

A PEC estava parada no Senado havia meses e foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em 2 de setembro. A votação na comissão ocorreu após a reaproximação entre Alcolumbre e Lula, que haviam interrompido o diálogo de abril a agosto depois da rejeição, pelos senadores, da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O texto estabelece duas etapas para reduzir a jornada e extinguir a escala de seis dias de trabalho por um de descanso. Dois meses após a promulgação, a jornada passaria de 44h para 42h, com direito a dois dias de folga por semana, sendo uma delas preferencialmente aos domingos. Um ano depois, a carga semanal seria reduzida para 40h, em uma transição total de 14 meses.

Lula mencionou o fim da escala durante a campanha eleitoral, em comícios e nas campanhas de rádio e televisão. A falta de tempo para levar a proposta ao plenário antes do primeiro turno gerou frustração, e a expectativa passou a ser a retomada do debate antes de um provável segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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