Romeu Zema, candidato do Novo à Presidência da República, propôs criar uma poupança de R$ 1.000 para cada criança nascida no Brasil. A medida teria custo estimado em cerca de R$ 2,5 bilhões por ano para a União e, segundo ele, serviria para estimular a formação de reservas financeiras entre os brasileiros.
Questionado sobre como o programa seria financiado, Zema associou a origem dos recursos ao combate à corrupção. “Um por cento da corrupção que a gente enxugar, já dá pra fazer isso aí”, afirmou. Ele não apresentou uma fonte específica de dinheiro nem explicou como o aporte seria incluído no orçamento.
A proposta parte da avaliação de que a maior parte da população não tem o hábito de poupar. Zema afirmou que, em muitos casos, a situação financeira é marcada por dívidas, e não pela formação de reservas. “A maioria dos brasileiros não tem nenhum tipo de poupança, às vezes é o contrário, infelizmente, são dívidas”, disse.
Pela ideia apresentada, o valor seria mantido aplicado ao longo dos anos, em investimentos relacionados a ações de empresas. O beneficiário poderia acompanhar a evolução do dinheiro, em um processo que o candidato definiu como um aprendizado financeiro na prática.



