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Malvinas voltam ao centro do debate argentino com sanções e memória da guerra

A decisão de Javier Milei sobre o projeto Sea Lion reativou uma disputa ligada à crise da ditadura argentina e às reações de veteranos e comentaristas.

Malvinas voltam ao centro do debate argentino com sanções e memória da guerra
Foto: Foto de Paul ELLIS/AFP

A decisão do governo de Javier Milei de impor sanções a empresas petrolíferas ligadas ao projeto Sea Lion recolocou as Malvinas no centro do debate político argentino. O empreendimento prevê a exploração de petróleo no arquipélago, que a Argentina reivindica como parte de seu território, enquanto o Reino Unido chama as ilhas de Falkland Islands.

Milei anunciou a medida em 3 de setembro de 2026, durante uma transmissão em cadeia de rádio e televisão. O governo argentino considera ilegal a exploração em águas da plataforma continental do país sem autorização de Buenos Aires. Na mesma ocasião, o presidente afirmou que as ilhas são “histórica e legalmente” argentinas.

A declaração ocorreu após Donald Trump dizer, em entrevista ao canal britânico GB News, que estava reavaliando a posição da Casa Branca sobre as Malvinas. O presidente dos Estados Unidos também afirmou que não asseguraria apoio ao Reino Unido em uma eventual nova disputa com a Argentina, relacionando sua posição à falta de apoio britânico à guerra dos Estados Unidos contra o Irã.

Uma disputa associada à crise da ditadura

A reivindicação argentina remonta às disputas coloniais entre Espanha, França e Reino Unido pela posse do arquipélago, situado a cerca de 500 km do litoral argentino. Em 1833, forças navais do Império Britânico tomaram as ilhas e impuseram sua soberania.

Em 2 de abril de 1982, tropas argentinas desembarcaram nas Malvinas por ordem do então ditador Leopoldo Galtieri. A iniciativa buscava explorar o apelo popular da reivindicação em meio à crise econômica e à insatisfação com a ditadura argentina, que durou de 1976-1983. A derrota militar para o Reino Unido, em 14 de junho de 1982, acelerou o fim do regime.

A repercussão da decisão de Milei apareceu nas emissoras argentinas nos dias seguintes. Em 4 de setembro, por volta de 21h58, horário de Brasília, a rádio Mitre, de Buenos Aires, ouviu o veterano Julio Pedro Vázquez. Ao comentar uma faixa exibida pela seleção argentina durante a Copa do Mundo, ele agradeceu ao presidente, mas acrescentou: “Después te critico, después te critico, porque tengo cosas para criticarle”.

Em 5 de setembro, às 18h27, a Rádio 10 avaliou que o governo se apega à causa das Malvinas por vê-la como uma força unificadora. O comentarista afirmou que não faria comparações com Galtieri porque Milei foi eleito democraticamente. A aproximação do presidente com a causa também contrasta com elogios feitos por ele a Margaret Thatcher, em 2024, durante entrevista à BBC.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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