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Pais são condenados por abandono afetivo após rejeição à orientação sexual do filho

Decisão da Justiça de Santa Catarina fixou indenização de R$ 100 mil por danos morais e reconheceu violência psicológica no ambiente familiar.

Pais são condenados por abandono afetivo após rejeição à orientação sexual do filho

A Justiça do Estado de Santa Catarina condenou os pais de um adolescente a pagar R$ 100 mil por danos morais, após o jovem relatar ameaças, expulsão de casa e rejeição relacionada à sua orientação sexual.

O pai também expôs a vida privada do adolescente em plataformas de redes sociais. Em agosto de 2025, o Conselho Tutelar interveio e acolheu o jovem, conforme informações do Ministério Público de Santa Catarina.

Durante o processo, o Ministério Público obteve uma liminar que determinou a remoção das publicações discriminatórias. A decisão também estabeleceu multa diária de R$ 2 mil caso o conteúdo voltasse a ser divulgado.

Uma avaliação psicológica identificou práticas autoritárias, negligência afetiva, violência psicológica e rejeição no ambiente familiar. O laudo apontou sentimentos de abandono e insegurança afetiva como consequências do tratamento recebido pelo adolescente.

Para o promotor Tito Gabriel Cosato Barreiro, da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Jaguaruna, a condenação não se baseia na falta de amor, mas no descumprimento das obrigações legais de cuidado, proteção e acolhimento. “A responsabilização reconhecida pela Justiça não decorre da ausência de amor”, afirmou no processo.

O promotor também declarou que jovens têm direito à proteção e ao respeito assegurados pela Constituição Federal e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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