DISTRITO FEDERAL — Crianças e adolescentes de seis escolas públicas do Gama participarão de atividades sobre a preservação do Cerrado entre sexta (11) e sexta (18). A programação do Viva o Cerrado Vivo inclui espetáculos teatrais, intervenções culturais e palestras, com entrada gratuita para a comunidade escolar.
A iniciativa chega à sua 2ª edição em homenagem ao Dia Nacional do Cerrado, celebrado em 11 de setembro. As atividades serão conduzidas pelos coletivos Caco de Cuia e Mamulengo Fuzuê, que apresentarão um repertório baseado na combinação de forró e teatro popular de bonecos. Também haverá palestras da socioambientalista lolanda Rocha.
Programação nas escolas
O calendário começa em 11/9, às 10h30, na Escola Classe 18, no Setor Sul. Em 15/9, às 13h30, será a vez do CEF Tamanduá, na Ponte Alta Sul. A Escola Classe 29, também no Setor Sul, receberá a atividade em 16/9, às 16h20.
Em 17/9, às 10h30, a programação estará na Escola Classe 21, no Setor Leste. No dia 18/9, o CEF PAN, na Ponte Alta Norte, terá atividade às 11h, enquanto a Escola Classe Córrego Barreiro, na Ponte Alta Sul, receberá o projeto às 15h30.
As apresentações usam personagens, brincadeiras e músicas associadas à cultura do centro-oeste para discutir os efeitos das queimadas sobre o meio ambiente. “A gente discute coisa séria brincando”, afirma Joelma Bomfim, idealizadora da iniciativa.
A produtora também orienta os estudantes a separar o lixo, fazer o descarte em locais adequados e evitar a queima de resíduos. Ela aponta a reciclagem como uma maneira de transformar materiais descartados em objetos úteis e afirma que o aumento da temperatura e o excesso de fumaça afetam a saúde da população.
Bioma e continuidade
Instituído em 2003, o Dia Nacional do Cerrado busca estimular a educação para a preservação do bioma, que ocupa 25% do território nacional. Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) aponta que o Cerrado se tornou o bioma mais degradado do país e concentra mais da metade dos desmatamentos em território nacional.
Depois das atividades nas escolas, o projeto lançará um minidocumentário sobre as ações realizadas, com a proposta de ampliar o debate e incentivar novos projetos.


