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Economia

Ata do Copom mantém corte de 0,25 ponto e eleva projeções para 2026 e 2027

Banco Central cita incertezas, desaceleração da economia e expectativas de inflação ainda distantes da meta de 3% ao ano.

Ata do Copom mantém corte de 0,25 ponto e eleva projeções para 2026 e 2027

O Banco Central detalhou, em ata divulgada nesta terça-feira (22), a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, de 13,75% para 14% ao ano, na semana passada. Desde o início do ciclo de cortes, em março, o colegiado tem adotado essa medida diante das incertezas sobre a economia e a inflação.

Entre os fatores mencionados estão a guerra no Oriente Médio, o El Niño e as dúvidas sobre a velocidade de desaceleração da atividade econômica. Após a reunião, o Copom também apontou uma perda recente de ritmo na atividade e na inflação no Brasil, mas evitou indicar os próximos passos da política monetária.

A ata afirma que o cenário exige cautela por causa do aumento da incerteza, da desancoragem das expectativas e dos riscos em torno das projeções. O próximo encontro do comitê está marcado para os dias 3 e 4 de novembro.

Projeções para a inflação

A meta de inflação perseguida pelo Banco Central é de 3% ao ano, com margem de tolerância entre 1,5% reais e 4,5%. Para o período atualmente considerado pelo Copom, a projeção para o IPCA foi mantida em 3,2% entre as reuniões de agosto e setembro.

As estimativas, porém, subiram para os anos seguintes. A previsão para o final de 2026 passou de 5,1% para 5,2%, acima do limite de tolerância, enquanto a projeção para o encerramento de 2027 avançou de 3,8% para 3,9%.

As contas usam a trajetória da Selic indicada pelo Boletim Focus, de 13,75% no final de 2026 e 12% no encerramento de 2027. Também consideram uma taxa de câmbio que começa em R$ 5,15 e evolui conforme a paridade do poder de compra.

Após o IPCA de agosto, de -0,32%, o Banco Central destacou que a inflação cheia e a média das medidas subjacentes desaceleraram e voltaram para o intervalo da meta, embora ainda estejam acima de 3,0%. O comitê afirmou que “monitora com atenção” a distância entre as expectativas e o objetivo oficial.

Atividade econômica e cenário externo

O Boletim Focus aponta mediana de 4,9% para a inflação no fim de 2026 e de 4,3% para o término de 2027. No Copom anterior, as projeções eram de 5,0% e 4,2%, respectivamente.

Na avaliação da atividade, o Banco Central passou a descrever os indicadores recentes como sinais de uma moderação gradual da economia. Em agosto, havia usado a expressão “sugere”. Entre os dados divulgados no intervalo está o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre, que cresceu 0,5% e apresentou setores cíclicos mais fracos.

O Copom manteve ainda o acompanhamento da política fiscal doméstica e de seus efeitos sobre a política monetária e os ativos financeiros. A análise do ambiente externo também não foi alterada, apesar do início do processo de alta de juros nos EUA.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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